Geométricas

Procurar as orgânicas, os movimentos espontâneos, isto é, compreender a natureza para depois demarcar na sua geografia. A construção também tem que ser uma desconstrução. É necessário reflectir e inflectir. Procurar está na essência da geometria. Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projecto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo.

Fernanda Fragateiro

Ela destaca as características dos materiais utilizados, apropriação do espaço para uma espécie de jogo. Fernanda Fragateiro tem essa capacidade de introduzir padrões no espaço, como se re-descobrisse a geometria.





Asterix e Obelix (bassa)

Dão-se lindamente os dois. Asterix teve febre da carraça, mas melhorou logo com os antibióticos e a cortisona (o sangue parecia água). Agora parece o Asterix de sempre. Bassa continua teimoso, mas o Asterix é que domina e agora até se consegue ter dentro de casa, parece que aprende os hábitos com o Asterix.

Sinédoque – Nova York

Excelente filme de Charlie Kaufman. Apresenta uma situação de um encenador que, procurando um encontro com a “verdade”, encena a sua vida criando personagens de si e dos que os rodeiam. Como se alguém visse televisão, mas que a cena da televisão fosse essa mesma pessoa a ver a televisão criando uma interminável cadeia de imagens. Recomendo este filme.

Finalmente – Cinema sem pipocas

Finalmente que o Cineclube de Aveiro iniciou a sua actividade. Iniciou com o filme “Sinédoque, Nova Iorque” – e vai continuar a sua programação com excelentes filmes. Lá estarei no Oita (o centro comercial mais cinematográfico de Aveiro – entre lojas chinesas, existe uma sexshop , uma loja legal de venda de erva e o Cineclube).

PROGRAMAÇÃO 2009

19 a 23 Novembro: “Sinédoque, Nova Iorque”, de Charlie Kaufman
26 a 30 Novembro: “Home – Lar, Doce Lar”, de Ursula Meier
3 a 7 de Dezembro: “Histórias de Caçadeira”, de Jeff Nichols
10 a 14 de Dezembro: “Welcome – Bem-Vindo”, de Phillipe Lioret
17 a 19 de Dezembro: 3ª Mostra de Cinema Português – selecção de curtas

3ª Mostra de Cinema Português:

Quinta 17 (duração total 66′)
“Rapace”, de João Nicolau
“Entretanto”, de Miguel Gomes
“Cinemaamor”, de Jacinto Lucas Pires

Sexta 18 (duração total 69′)
“O Pedido de Emprego”, de Pedro Caldas
“A Olhar Para Cima”, de João Figueiras
“Inventário de Natal”, de Miguel Gomes
“A Drogaria”, de Elsa Bruxelas

Sábado 19 (duração total 65′)
“Acordar”, de Frederico Serra e Tiago Guedes
“À Margem”, de João Carrilho
“Corpo e Meio”, de Sandro Aguilar

Jay-Jay Johanson

Anonima Nuvolari

L’Herbe Folle

Pilobolus

pilobolus_-_credit_john_kanO meu amigo Arnaut mandou-me um filme deste grupo Pilobolus. Gostei e procurei um pouco mais. É um grupo que associa a dança ao teatro de sombras. O seu site em http://www.pilobolus.com/ mostra o pouco mais o trabalho deste grupo. Eu gosto especialmente de ver as possibilidades expressivas do corpo. Gosto deste jogo de ilusão.

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Paulo Galindro – Sala do Conto da Biblioteca de Carnaxide

Be Funky

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Não foi o Andy Warhol que me pintou, foi o befunky.com. Este site permite, através de filtros, recriar algumas da pinturas do século XX. Com um interface simples os alunos podem explorar este programa. Claro que só gana interesse se explorarmos vários filtros na mesma fotografia e/ou se fizermos a contextualização dos processos artísticos que deram consequência aquela técnica.
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Asterix

asterixrecupO Asterix está adaptar-se ao conforto da casa. A relação com o Bassa é que ainda não é a melhor, mas tem vindo a melhorar progressivamente. Engordou 1kg em 2 dias (de segunda a quarta-feira). E dorme imenso, parece que não dormiu nestes dois meses.

 

Dança da Solidão

Anthony Goicolea

Fotografo Norte Americano que utilizou as ferramentas digitais para criar ambientes dramáticos. “Através da manipulação digital sou capaz de me clonar e de criar cenários nos quais aceno incidentes de infância tais como cenas de pancada, primeiros beijos e brincadeiras inquietantes.” Penso que a influência de Cindy Sherman é evidente. http://www.anthonygoicolea.com/

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Aviary

A propósito de uma formação que estou a frequentar de ferramentas da web2 para EVT o formador passou-nos uma lista de ferramentas muito interessantes que vou procurar falar aqui. Além de muitas para se fazer cinema de animação, temos algumas de edição de imagem e desenho. A Aviary é talvez a mais completa engloba editor de imagem, desenho vectorial e outras ferramentas muito interessantes. http://aviary.com/

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Blogue PAPEL ESTRELADO

bloguevicenteO Asterix já é notícia nos blogues.

Cartazes

Sei que estou a ser um pouco chato com a cena do Asterix, mas quero-vos dizer que ele está bem, hoje já brincou, também já teve com o Bassa, mas o Bassa é um pouco dominante e o Asterix está um pouco frágil. O que vale é que colocamos dois portões em casa e temos dois espaços para os cães e sem o perigo de fugir. Hoje fui tirar os cartazes, só consegui fazer metade do locais onde os colei. Um dos cartazes guardo de recordação, foi aquele que permitiu encontrar o Asterix. Encontrei, numa tasca em Granja de Baixo, um dos cartaz com e requinte especial – colado em cima da fotografia do Asterix estava a fotografia do candidato à presidência da Junta de Freguesia. Isto explica o telefonema que me fizeram a semana passada de terem visto o meu cão a pilhar galinhas. O que viram foi esse senhor de bigode e pensavam que era o meu cão. Há cartazes muito insistentes, ficaram no sítio à chuva durante estes dois meses, guardei-os para recordação.

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Asterix

O Asterix é um cão fabuloso, terno e amigo. Tudo isto que aconteceu com ele foi fruto da sua não agressividade. Devem-lhe ter feito algumas coisas más para ele fugir das pessoas. Há marcas de dentadas, deve também ter sido agredido por outros cães. Este é o meu cão, incapaz de fazer mal. Fomos agora à rua e portou-se lindamente, também tomou um banho. Vejam como está magro.
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Asterix chegou a casa

Graças à Teresa o Asterix chegou a casa. Muito magro. Ainda muito sonolento por causa dos tranquilizantes que a Teresa lhe deu para consegui trazer de volta. Agora reconhece-nos, deu-nos beijos, bateu o rabo. Aqui acaba este episódio da busca do Astérix.
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Asterix

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Depois de 3 semanas sem saber ver o seu rasto, hoje foi visto de novo aqui. Mais perto de casa, mas muito magro.


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O Barulho

Outro texto escrito como exercício do workshop de escrita teatral. A ideia aqui era não utilizar didascalles, apenas diálogo.
Faca
Ela – acorda amor, acorda estou ouvir um barulho lá em baixo.
Ele – Não é nada, dorme, deixa-me dormir
Ela – João, acorda, está alguém lá em baixo, oiço um barulho
Ele – deve ser o gato, dorme ah…
Ela – João, estou cheia de medo, vai lá abaixo, leva a faca que tenho aqui.
Ele – Faca? Que faca? Tás doida? Tens uma faca debaixo da cama?
Ela – É uma faca da cozinha, nunca se sabe quando vai ser precisa.
Ele – Ainda podes te magoar com essa faca, deixa-me mas é dormir.
Ela – Mas vai lá abaixo, ver o que se passa.
Ele – não vou, estou cheio de sono, tenho que dormir que amanhã é dia de trabalho
Ela – João, vai lá! estou cheia de medo, não consigo dormir, está alguém lá em baixo a mexer nas nossas coisas.
Ele – Maria, amanhã trabalho, estou esgotado, não está ninguém aqui em casa, é o gato.
Ela – O gato não dá passos como aqueles que eu estou ouvir.
Ele – Se tu fizesses alguma coisa durante o dia, conseguias dormir e não ouvias barulhos.
Ela – Eu não trabalho porque nesta ilha onde me arrumaste não há nada para fazer.
Ele – Eu não te arrumei em ilha nenhuma. Vieste para aqui porque concordaste comigo que era melhor para nós.
Ela – Claro, com as tuas tretas de amor e uma cabana, eu fui na conversa, na tua conversa.
Ele – Também não temos dinheiro para vivermos no continente.
Ela – Não temos dinheiro porque não pediste aos teus pais.
Ele – E tu pediste aos teus?
Ela – Sabes bem que os meus pais não têm dinheiro.
Ele – Não têm porque não se esforçaram, como o meu pai se esforçou, ele chegou a director da companhia à custa de muito trabalho, enquanto o teu pai andava na tasca a beber com os amigos.
Ela – O teu pai chegou a director porque fez montes de vigarices, tu próprio me disseste.
Ele – Fez vigarices e trabalhou muito, enquanto o teu não fez nada.
Ela – O meu pai trabalhou toda a vida até a empresa abrir falência. Depois teve uma depressão. Tu, o filhinho do papá não sabes o que é ficar sem emprego aos 50 anos, não é? Sempre tiveste tudo.
Ele – E quem é que sustenta esta casa? Sou eu o filhinho do papá.
Ela – Mas podíamos viver muito melhor, num sitio decente se tu tivesses pedido dinheiro ao teu pai.
Ele – Eu quero ganhar as coisas à minha custa, não à custa do meu pai, para depois não me virem com bocas que eu sou menino do papá.
Ela – Vais chegar muito longe a servir naquela espelunca.
Ele – Espelunca? É o melhor bar do mundo, sabes muito bem, vem muita gente de longe para beber o gim no Peter.
Ela – Não deixa de ser uma tasca igual às outras, cheia de americanos presunçosos. Alem de mais pagam-te mal. Nem dá para ir ao continente passar umas férias. Podias pedir, ao menos isso aos teus pais, um dinheiro para ir mos visita-los.
Ele – Nem pensar, irei conquistar as coisas à minha custa. Sem pedir nada aos meus pais, estou farto que eles me digam coisas por eu não ter estudado.
Ela – Mas quando foi para me engataste pedias o jeep ao papá e tinha sempre a mesada para me pagares tudo nas discotecas, para dares a ideia que eras rico, não era? Agora és orgulhoso, já tens o que querias, não é.
Ele – Tenho o que queria? Uma mulher louca dentro de casa, que não faz nada durante o dia todo, que houve barulhos à noite. Achas que era esse o meu ideal de vida, achas?
Ela – Eu não estou louca, estou é farta desta ilha onde me meteste, onde nada acontece.
Ele – Não acontece se tu não fores à procura das coisas. Eu fui à procura de emprego. O teu mal já vem de família, o teu pai era assim e tu também vais pelo mesmo caminho. É ….! O que vais fazer com essa faca?
Ela – Vou-te matar cabrão de merda, porque tu não acreditas que há um barulho enorme lá em baixo. Um barulho enorme ….
Ele – haaaa

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