Geométricas
Procurar as orgânicas, os movimentos espontâneos, isto é, compreender a natureza para depois demarcar na sua geografia. A construção também tem que ser uma desconstrução. É necessário reflectir e inflectir. Procurar está na essência da geometria. Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projecto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo.Anthony Goicolea
Fotografo Norte Americano que utilizou as ferramentas digitais para criar ambientes dramáticos. “Através da manipulação digital sou capaz de me clonar e de criar cenários nos quais aceno incidentes de infância tais como cenas de pancada, primeiros beijos e brincadeiras inquietantes.” Penso que a influência de Cindy Sherman é evidente. http://www.anthonygoicolea.com/
Aviary
A propósito de uma formação que estou a frequentar de ferramentas da web2 para EVT o formador passou-nos uma lista de ferramentas muito interessantes que vou procurar falar aqui. Além de muitas para se fazer cinema de animação, temos algumas de edição de imagem e desenho. A Aviary é talvez a mais completa engloba editor de imagem, desenho vectorial e outras ferramentas muito interessantes. http://aviary.com/
Cartazes
Sei que estou a ser um pouco chato com a cena do Asterix, mas quero-vos dizer que ele está bem, hoje já brincou, também já teve com o Bassa, mas o Bassa é um pouco dominante e o Asterix está um pouco frágil. O que vale é que colocamos dois portões em casa e temos dois espaços para os cães e sem o perigo de fugir. Hoje fui tirar os cartazes, só consegui fazer metade do locais onde os colei. Um dos cartazes guardo de recordação, foi aquele que permitiu encontrar o Asterix. Encontrei, numa tasca em Granja de Baixo, um dos cartaz com e requinte especial – colado em cima da fotografia do Asterix estava a fotografia do candidato à presidência da Junta de Freguesia. Isto explica o telefonema que me fizeram a semana passada de terem visto o meu cão a pilhar galinhas. O que viram foi esse senhor de bigode e pensavam que era o meu cão. Há cartazes muito insistentes, ficaram no sítio à chuva durante estes dois meses, guardei-os para recordação.
Asterix
O Asterix é um cão fabuloso, terno e amigo. Tudo isto que aconteceu com ele foi fruto da sua não agressividade. Devem-lhe ter feito algumas coisas más para ele fugir das pessoas. Há marcas de dentadas, deve também ter sido agredido por outros cães. Este é o meu cão, incapaz de fazer mal. Fomos agora à rua e portou-se lindamente, também tomou um banho. Vejam como está magro.


Asterix chegou a casa
Asterix

Depois de 3 semanas sem saber ver o seu rasto, hoje foi visto de novo aqui. Mais perto de casa, mas muito magro.
O Barulho
Outro texto escrito como exercício do workshop de escrita teatral. A ideia aqui era não utilizar didascalles, apenas diálogo.

Ela – acorda amor, acorda estou ouvir um barulho lá em baixo.
Ele – Não é nada, dorme, deixa-me dormir
Ela – João, acorda, está alguém lá em baixo, oiço um barulho
Ele – deve ser o gato, dorme ah…
Ela – João, estou cheia de medo, vai lá abaixo, leva a faca que tenho aqui.
Ele – Faca? Que faca? Tás doida? Tens uma faca debaixo da cama?
Ela – É uma faca da cozinha, nunca se sabe quando vai ser precisa.
Ele – Ainda podes te magoar com essa faca, deixa-me mas é dormir.
Ela – Mas vai lá abaixo, ver o que se passa.
Ele – não vou, estou cheio de sono, tenho que dormir que amanhã é dia de trabalho
Ela – João, vai lá! estou cheia de medo, não consigo dormir, está alguém lá em baixo a mexer nas nossas coisas.
Ele – Maria, amanhã trabalho, estou esgotado, não está ninguém aqui em casa, é o gato.
Ela – O gato não dá passos como aqueles que eu estou ouvir.
Ele – Se tu fizesses alguma coisa durante o dia, conseguias dormir e não ouvias barulhos.
Ela – Eu não trabalho porque nesta ilha onde me arrumaste não há nada para fazer.
Ele – Eu não te arrumei em ilha nenhuma. Vieste para aqui porque concordaste comigo que era melhor para nós.
Ela – Claro, com as tuas tretas de amor e uma cabana, eu fui na conversa, na tua conversa.
Ele – Também não temos dinheiro para vivermos no continente.
Ela – Não temos dinheiro porque não pediste aos teus pais.
Ele – E tu pediste aos teus?
Ela – Sabes bem que os meus pais não têm dinheiro.
Ele – Não têm porque não se esforçaram, como o meu pai se esforçou, ele chegou a director da companhia à custa de muito trabalho, enquanto o teu pai andava na tasca a beber com os amigos.
Ela – O teu pai chegou a director porque fez montes de vigarices, tu próprio me disseste.
Ele – Fez vigarices e trabalhou muito, enquanto o teu não fez nada.
Ela – O meu pai trabalhou toda a vida até a empresa abrir falência. Depois teve uma depressão. Tu, o filhinho do papá não sabes o que é ficar sem emprego aos 50 anos, não é? Sempre tiveste tudo.
Ele – E quem é que sustenta esta casa? Sou eu o filhinho do papá.
Ela – Mas podíamos viver muito melhor, num sitio decente se tu tivesses pedido dinheiro ao teu pai.
Ele – Eu quero ganhar as coisas à minha custa, não à custa do meu pai, para depois não me virem com bocas que eu sou menino do papá.
Ela – Vais chegar muito longe a servir naquela espelunca.
Ele – Espelunca? É o melhor bar do mundo, sabes muito bem, vem muita gente de longe para beber o gim no Peter.
Ela – Não deixa de ser uma tasca igual às outras, cheia de americanos presunçosos. Alem de mais pagam-te mal. Nem dá para ir ao continente passar umas férias. Podias pedir, ao menos isso aos teus pais, um dinheiro para ir mos visita-los.
Ele – Nem pensar, irei conquistar as coisas à minha custa. Sem pedir nada aos meus pais, estou farto que eles me digam coisas por eu não ter estudado.
Ela – Mas quando foi para me engataste pedias o jeep ao papá e tinha sempre a mesada para me pagares tudo nas discotecas, para dares a ideia que eras rico, não era? Agora és orgulhoso, já tens o que querias, não é.
Ele – Tenho o que queria? Uma mulher louca dentro de casa, que não faz nada durante o dia todo, que houve barulhos à noite. Achas que era esse o meu ideal de vida, achas?
Ela – Eu não estou louca, estou é farta desta ilha onde me meteste, onde nada acontece.
Ele – Não acontece se tu não fores à procura das coisas. Eu fui à procura de emprego. O teu mal já vem de família, o teu pai era assim e tu também vais pelo mesmo caminho. É ….! O que vais fazer com essa faca?
Ela – Vou-te matar cabrão de merda, porque tu não acreditas que há um barulho enorme lá em baixo. Um barulho enorme ….
Ele – haaaa
António
Este foi o primeiro exercício do Workshop de escrita teatral. Um monólogo.

(um homem entra a correr em palco, angustiado, grita alto)
- António, António….
(dirige-se aos espectadores)
- Alguém viu o António aqui a passar?
(continua a gritar, procura por todo o lado)
- António, António, António…
(volta a dirigir-se para o publico)
- Porra, não viram o António? aquele cabrão de merda, sacana…
- Vou sempre nas cantigas dele
- Como posso ter caído nesta?
- O gajo aldraba-me sempre
- Tem a certeza que não o viram passar? Por aqui?
- Já estou à procura dele há umas 5 horas, já fui a casa dele, ninguém sabe dele, já fui ao bar do João, também nada, já fui a casa da Isabel, também não o viu. Porra, onde se terá metido aquele gajo?
- Poê-me em cada alhada, aquele gajo.
- Mas a culpa é minha de cair nas conversas dele. Primeiro pede-me desculpa, diz que está arrependido, diz que se descontrolou. Diz-me que não volta acontecer. Vem com a história da infância, do pai alcoólico, que lhe dava nas trombas. E eu caiu como um patinho, feito parvo, aceito as desculpas. Mas digo-lhe que não entro em mais nenhuma treta daquelas.
- Uns meses depois vem o gajo com uma cena igual, quer dizer, não é bem igual, quer dizer, é igual contada de outra forma. Diz-me que a vida dele é fodida, que precisa de guita para as despesas, mas que tem que ir não sei aonde, e que precisa que eu lhe faça o serviço. E eu caiu na cena, vou na conversa dele.
- Depois diz-me que a cena é fácil, que é só entregar um saco no balcão, ta, ta, tata, ta, ta….
- Que cena! e eu fui-me meter nela! que cena, pá!
- Depois desaparece
(volta a gritar alto)
- António! Antóoooonio! eu mato aquele gajo
(ouve-se um barulho, a personagem olha a origem do barulho)
- Esperem… quem vem ai? Será o gajo?
- humm, não é
- É verdade que desta vez eu excedi-me, eu tirei lá um pouco da cena do saco, mas estava-me apetecer. Um gajo não é de ferro, pá.
- Nunca julguei que descobrissem, aqueles gajos também tem a cena bem contada, porra.
- O António lixou-se um pouco com a cena, mas também não era preciso fazer isto. Fugir. Tou com uma raiva. É verdade que os gajos lhe deram um enxerto de porrada, mas também o gajo é um malandro do caraças, merecia… Quer dizer, (silêncio) quem merecia era eu.
- Será que o António está lixado comigo?
(silêncio, o personagem fica pensativo)
- E pá! Se calhar o gajo anda à minha procura?
- Será que me que me vai bater, vingar-se da cena!
- O gajo deve estar lixado comigo, afinal fui eu que o pus nesta cena.
- Talvez seja melhor fugir.
(dirige-se ao publico)
- se ele passar por aqui à minha procura, digam por favor, que não me viram, se não o gajo mata-me. Está bem?
( a personagem foge, olhando para traz preocupado)
Homeless, But Not Hopeless

A propósito do ano Europeu de combate à pobreza e exclusão social a minha escola, na área de projecto, vai trabalhar o tema da pobreza. Uma das Minhas colegas (Isabel Ribeiro) na sua leitura pelos jornais,encontrou esta história fantástica de uma sem abrigo na Califórnia. Foi na Publica em 19/10/2009 podem ver aqui. A história de Brianna Karp e outros que mantiveram os seus computadores para conseguirem uma sobrevivência digna mas sem casa. O seu blogue conta um pouco mais a sua história, para quem quer saber mais. http://girlsguidetohomelessness.com/
Bob Dylan já tinha falado disso…
Desculpem, mas o Bob Já tinha dado resposta ao comentário do João Pestana. Para os que não se lembram, João Pestana é aquele que está sempre a dormir. Andam demasiados João Pestanas por ai (não sei o plural de João).
A Letra é esta
Well, they’ll stone ya when you’re trying to be so good,
They’ll stone ya just a-like they said they would.
They’ll stone ya when you’re tryin’ to go home.
Then they’ll stone ya when you’re there all alone.
But I would not feel so all alone,
Everybody must get stoned.
Well, they’ll stone ya when you’re walkin’ ‘long the street.
They’ll stone ya when you’re tryin’ to keep your seat.
They’ll stone ya when you’re walkin’ on the floor.
They’ll stone ya when you’re walkin’ to the door.
But I would not feel so all alone,
Everybody must get stoned.
They’ll stone ya when you’re at the breakfast table.
They’ll stone ya when you are young and able.
They’ll stone ya when you’re tryin’ to make a buck.
They’ll stone ya and then they’ll say, “good luck.”
Tell ya what, I would not feel so all alone,
Everybody must get stoned.
Well, they’ll stone you and say that it’s the end.
Then they’ll stone you and then they’ll come back again.
They’ll stone you when you’re riding in your car.
They’ll stone you when you’re playing your guitar.
Yes, but I would not feel so all alone,
Everybody must get stoned.
Well, they’ll stone you when you walk all alone.
They’ll stone you when you are walking home.
They’ll stone you and then say you are brave.
They’ll stone you when you are set down in your grave.
But I would not feel so all alone,
Everybody must get stoned.
O comentário
Fiz este blog sem pretensão nenhuma, fiz essencialmente porque quando recomecei a minha actividade docente à 3 anos atrás senti-me extremamente sozinho na escola. Vinha do CAE de Aveiro e senti uma espécie de exclusão (numa altura em que a guerra entre os professores e o ME estava muito quente) – Fui aquele que fiquei no meio do tiroteio. Hoje continuo com a mesma sensação, nas escolas estamos sós. No entanto aqui posso sempre falar (escrever) um pouco mais. Sinto que este tipo de conversas não se podem ter nas escolas onde passo. Aqui tenho recebido comentários bons, pessoas que gostam do diálogo, por vezes, gostava de estar com estas pessoas a conversar num café ou numa escola. São bons comentários, alguns críticos, mas sobretudo construtivos. No entanto, há poucos dias recebi um comentário de um professor de EVT (penso eu que o é) que dizia assim, passo a transcrever: “ó pazinho, Pensas que percebes algo de evt ou coisas do género. Tens ainda mto que aprender meu filho!!! “Os mais velhos sabem mais do que possas imaginar” Plutarco João”
Este comentário é uma desconversa, uma tentativa de ofensa. O género de conversa que por vezes domina as salas de professores. Alguém que puxa os galões da sua autoridade, como professor mais velho, e recalca o outro.
Eu, no entanto não me senti recalcado com este comentário. Aqui é meu território, não há qualquer tipo de autoridade, a web está liberta disso. Sei também que este comentário faz parte de uma cultura muito portuguesa que o José Gil várias vezes realçou nos seus livros. O fenómeno da não inscrição, “o não dar a cara”, o de destruir para não ter trabalho assumir uma construção. Gostava antes que o João Pestana (assim se intitulou o meu interlocutor) me tivesse dito o que achava que estava mal nesta retórica que criei (imagem e texto) sobre o que é evt. Assim eu podia reflectir e torna-la mais eficaz.
Sinto-me triste porque o novo estatuto da carreira docente ampliou a autoridade dos professores mais velhos em relação aos mais novos, implicando na carreira dos docentes, pois os professores titulares (tipo este João Pestana) avaliam os professores mais novos (como eu). Talvez o João Pestana, se tivesse na minha escola, dizia-me “ó pázinho toma lá um insuficiente para não andares para ai a dizer que percebes mto de evt”.
Novo site – o4a – “Architecture for better life”
Fiz um novo site para um grupo de arquitectos.


“ARCHITECTURE FOR BETTER LIFE”
O4A consists of a group of 4 architecture offices: Atelier D’Arquitectura J. A. Lopes da Costa, Lda., Rvdm Arquitectos Lda, Torre de Papel Arquitectos,Lda and Urban Core.
All 4 offices possess a wide experience of projects and execution of works and now have joined together with the scope of internationalisation.
One of our main goals is to develop projects under sustainable and bioclimatic concerns.
Concerned about the quality and accuracy of our services, we are keen to ensure technical assistance from the beginning of the project until the final completion of the work.
A Bomba
Esta foi uma das peças que fiz para o workshop de escrita para teatro no Efémero.

Cenário – 6 mesas de café com as respectivas 4 cadeiras, um balcão com três cadeiras, uma banca com máquina de café, loiça e bebidas, uma porta.
[os sons são todos ampliados, quando se abrir a porta da rua haverá o som da porta a ranger e dos carros no exterior a trabalharem e apitarem, assim como pessoas a falarem como se fosse uma grande cidade no exterior. Sempre que as pessoas se sentarem, ouve-se barulho das cadeiras arrastarem e sempre que se deslocarem ouve-se os passos. Os barulhos são todos ampliados, tais como: a máquina do café, do jornal, dos talheres das capas, do interruptor, da chave a cair, etc. As personagens quando falam umas com as outras o público não percebe, apenas houve sons]
O palco está escuro, ouve-se uns passos, ligam-se luzes simultaneamente com um barulho do interruptor. No palco está um homem vestido como empregado de mesa de um café, na verdade é o dono do café. Dirige-se para a porta [som], deixa cair a chave [som], apanha do chão a chave, abre com a chave a porta [som], dirige-se para dentro do balcão, liga a máquina do café [som], liga o rádio que está com música, entra o primeiro cliente [som], o cliente dirige-se ao balcão [som] onde cumprimenta o dono do café com algo imperceptível, senta–se numa cadeira do balcão e abre as páginas de um jornal [som], o dono do balcão serve-lhe um café [som].
Entram três clientes a conversar, não se percebe o que dizem, são três homens engravatados, talvez vendedores ou caixas de banco. Sentam-se numa mesa [som]. O dono do café dirige-se ao três homens que se encontram alegremente a conversar e não prestam atenção. O dono do café tosse para chamar atenção da sua presença. Os homens viram-se para o dono do café e dizem qualquer coisa imperceptível. Entretanto entra uma avó com três netos – um bebé, outra de três anos e outro quatro anos [as crianças fazem barulho a brincar], avó dirige-se para uma mesa [som ampliado dos sapatos altos, do ranger da cadeira de rodas, de uma das crianças a choramingar], o dono do café dirige-se à avó com as netas que fazem um pedido imperceptível.
Quando o dono do café se dirige para o balcão e começa a tratar dos pedidos [som ampliado dos talheres a baterem uns dos outros, máquina de café, torradeira].
Entram 4 homens das obras, falam russo, sentam-se numa mesa, conversam animadamente. Ao mesmo tempo entra um jovem leitor que se senta timidamente na ultima mesa a ler o seu livro.
Entretanto o bebé começa a chorar, as crianças brincam fazendo muito barulho, o homem que lê o jornal faz barulho a folhear o jornal, os grupos de homens conversam animadamente. Do rádio ouve-se música.
Entra um cego [som ampliado da bengala a bater no chão e nas cadeiras], o cego tropeça numa mesa [som ampliado do arrastar da mesa] e senta-se numa mesa vaga com ajuda de um dos trabalhadores. Entretanto o dono do café ouve os pedidos dos recém-chegados e vai para dentro do balcão para satisfazer os pedidos [som ampliado de copos, pratos, máquina de café, etc]. O ambiente é de familiarização entre as personagens. A ida ao café faz parte da rotina de todos.
Quando o dono do café transporta num tabuleiro quatro copos de cerveja para os trabalhadores da construção civil entram 3 rapazes e 3 raparigas estudantes universitários [som ampliado dos risos dos jovens]. Um dos casais de universitários entram a correr, o rapaz atrás da rapariga e chocam com o dono do café que deixa cair as cervejas e os copos [som ampliado dos copos a quebrarem-se no chão]. O casal ajuda apanhar os cacos. Os universitários sentam-se numa mesa, arrastam umas cadeiras da mesa do estudante [som ampliado].
Todos os barulhos continuam e entra uma rapariga toda produzida com mini saia e saltos altos [som ampliado dos saltos altos a baterem no chão]. A rapariga hesita no local onde se vai sentar, pois as mesas estão todas ocupadas. A rapariga dirige-se ao rapaz leitor e faz um gesto como se tivesse a perguntar se podia sentar-se na cadeira que resta da mesa, o rapaz faz sim com a cabeça. A rapariga senta-se cruzando as pernas, houve-se o barulho do coração do jovem leitor a bater [som ampliado], a rapariga tira uma lima de unhas da mala e começa a limar as unhas [som ampliado].
Entretanto o dono do café continua a ouvir os pedidos imprescritíveis ao publico, deslocando-se para dentro do balcão para os satisfazer [sons], os sons das pessoas a falarem fazem-se ouvir, os trabalhadores agora estão a discutir alto. Os jovens estudantes riem alto, um dos casais estudantes beijam-se. Uma das crianças brinca arrastando uma das cadeiras [som], e o bebé continua a chorar.
Entretanto começa ouvir-se um baixinho tic-tac, que vai aumentando de volume. O dono do café, interrompendo as suas tarefas, desloca-se de um lado para outro procurando esse som estranho. O som do tic-tac aumenta e aos poucos os personagens vão parando com os seus sons e procurando saber de onde vem o som. O som do tic-tac sobrepõe-se a qualquer som aumentando a níveis muito alto.
Quando para o tic tac, os holofotes do fundo do palco incidem nos espectadores, encandeando-os. Nesse preciso momento as personagens congelam. Após 30 segundos na situação, todas as luzes apagam-se e impõem-se um silêncio e escuridão absolutos.
A Teoria do divertimento
Trata-se de uma estratégia patrocinada pela Volkswagen para levar as pessoas a terem comportamentos mais ecológicos. O site é http://www.rolighetsteorin.se/ . http://thefuntheory.com/
Paul Simon and Art Garfunkel
Recuamos 40 anos e entre os Kings of Convenience e Simon and Garfunkel existe uma distância pequena, muito pequena para mim.













