Geométricas
Procurar as orgânicas, os movimentos espontâneos, isto é, compreender a natureza para depois demarcar na sua geografia. A construção também tem que ser uma desconstrução. É necessário reflectir e inflectir. Procurar está na essência da geometria. Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projecto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo.Arquivo de Fevereiro, 2008
El Tono
A minha cidade
A concretização em maqueta de uma cidade imaginária utilizando materiais reutilizados tendo em consideração que:
A cidade é um aglomerado urbano com edifícios, pessoas, automóveis, etc.Há uma necessidade de criar condições de vida na cidade, com serviços, meios de comunicação, equipamento urbano, espaços verdes, etc
As cidades estão em processo de mutação e de evolução, a mesma cidade do passado sofreu transformações consideráveis em virtude de necessidades presentes (população, meios de transporte, habitabilidade, nº de serviços)
O que se deseja:
Que o aluno utilize os seus conhecimentos e perspectivas de cidade para inventar
Que conheça os trabalhos de artistas plásticos, designers, arquitectos, escritores de BD, etc
Desenhe e projecte ideias para uma cidade
Aplique conhecimentos de geometria, medição e noção de escala
Que utilize objectos reutilizados para a expressão e criação de elementos com valor estético
Estabeleça relações de trabalho em grupo
Siza Vieira – Pavilhão de Portugal 
Cidade de Brasília – A Catedral de Brasília – Oscar Niemeyer.
Dogville – filme de Lars Von Trier
Serviço educativo de Serralves
1ª tarefa – investigação do conceito de cidade: procurar definir o conceito de cidade, investigar uma grande cidade (história, população, aspecto, arquitectura, fotografias –passado e presente), procurar a vista da cidade através do google maps ou via michelin, procurar imagens que relaciona com edifícios, cidades, casas.
2º tarefa – Recolha de materiais reutilizados, garrafas vazias de água, caixas de cartão, plástico de brinquedos partidos
3º tarefa – estabelecer uma escala de trabalho e desenho da cidade, traçado das ruas e definição dos espaços
4º tarefa – 10 esboços de edifícios por cada aluno
5º tarefa – criar um plano em cartão para trabalho, desenho dos arruamentos e execução dos edifícios
6º tarefa – montagem da exposição
Ribeiradio – um arroz de lampreia, uma vitela no forno de lanha e um bom jogo de matraquilhos
Foi assim o fim de semana, perdi aos matraquilhos, mas ganhei.
Andreas Gursky
Invasões Bárbaras
Cruzeiro Seixas – cadavre-exquis
“E da minha própria experiência poderei dizer que aquilo que vamos criando, é para ocultar a nós próprios aquilo que sabemos!”
“Todo o método me aflige: sou de facto anárquico ou de certa maneira nihilista, e se a minha experiência não é brilhante, não vejo olhando à minha volta, experiência que possa invejar.”
” … cansaram já (ou se danaram), os símbolos de simbolizar.”
” A verdade é que um “artista” está a fazer didáctica, mesmo quando nega.”
“Por certo há pessoas que não sabem desenhar, mas nunca as encontrei. O que tenho encontrado é uma segurança, uma mestria, uma sensibilidade, uma invenção de traço nas crianças, mas também nos adultos não aculturados ou mesmo iletrados. Nalgumas crianças, mas principalmente numa maioria de adultos, o que há é já um preconceito de “obra de arte”, que os torna impotentes perante a folha de papel.”
“Deveria ter começado por declarar que nada sei de didáctica. E que os meus pais também não. E não vejo que os professores que tive soubessem muito mais.”
“Quanto mais vejo à minha volta pessoas triunfantes e realizadas, mais forte é a minha tentação de ser apenas um falhado.”
Asterix – precisávamos de um pouco de poção mágica

Quando penso nos movimentos anti-globalização, pendo nessa aldeia gaulesa. Asterix, Obelix e Ideafix (o primeiro ecologista). Estas personagens que adoram um bom prato de javali e de dar umas turras nos Romanos fazem falta por aqui. Criadas por Albert Uderzo e por René Goscinny.
Asterix foi dos meus preferidos e continua a ser um dos favoritos dos meus alunos, como pode uma banda desenhada sobreviver a tantas gerações?
Fermento
Francisco Providência – desenho, desejo e desígnio
Logotipo da Universidade do Minho – Design de Francisco Providência
Comentário a uma ideia de Francisco Providência – “desenho, desejo e desígnio”
Clarificando melhor estes domínios, F. Providência escreve: “O desenho designa, formula, cria, representa o que ainda não é (…) a materialização de um desejo, a transformação de uma intenção numa intensidade”. Relaciona ainda estas três entidades em; o desejo – no autor, o desígnio – no programa e o desenho na técnica. Desta forma o Designer demarca-se do engenheiro que apenas executa o programa e do artista que satisfaz o desejo.
Do ponto de vista do Design de comunicação o autor designa que esta “cria pelo desenho artefactos de comunicação” em que “artefactos de comunicação são, instrumentos que promovem no(s) outro(s), a recepção de mensagens”.
Outro dos aspectos a salientar neste texto é a distinção entre o Design de Comunicação e publicidade. Ao publicitário há apenas um único ponto a concentrar que é o mercado, o designer procura uma dimensão mais humanista e filosófica, não limitada pela mesquinha atitude de
mercador, onde o desejo é uma entidade importante no método criativo. Por isso o “desenho da publicidade é perspectivo”, procura-se que o publicitário seja hábil na perspectiva. O “design é prospectivo” ou seja procura observar de longe onde a “construção dos artefactos assume um valor de metáfora na interpretação do mundo”.[1] In Anuário do Centro Português de Design 98 ano sete / 19-20 P. 134
Dexter – uma nova série no canal dois
Esta série no canal dois é muito boa. Um homem que é polícia e ao mesmo tempo é serial killer. Pior ainda, mata quem a justiça não consegue prender – faz justiça pelas próprias mãos. Dexter gosta de sangue e sabe que é um ser frio e incapaz de amar. Ele é uma personagem fascinante e a série está muito bem feita porque consegue fazer-nos transportar para o pensamento do Dexter, a sua poética, os seus estados de alma, a sua inteligência e a sua moral. O grafismo, a música e os planos são do melhor.Absolon
Viktor Lowenfeld e Lambert Brittain – Desenvolvimento da Capacidade Criadora
Na verdade o currículo é uma chatice e as crianças perdem a sua criatividade com a quantidade de coisas que têm que aprender (decorar) e que não lhes serve para nada e pior ainda, não aplicam os conhecimentos no concreto das suas necessidades, o exercício intelectual.
L. e B. consideram a arte fundamental no desenvolvimento das crianças, dado que esta é uma forma da criança ter consciência de si própria e que ” A educação artística pode proporcionar a oportunidade de aumentar a capacidade de acção, de experiência, de redefinição e a estabilidade que é necessária numa sociedade cheia de mudanças, de tensões e incertezas.”
Nesta perspectiva considero que é importante a vivência artística das crianças, fazendo acontecer situações que colocam a criança a expressar-se e a manipular materiais artísticos variados. No entanto acho pouco importante uma exigência técnica na manipulação de materiais e de acordo com as metodologias propostas por L. e B. permitir o diálogo sobre os processos e sentimentos.
Mike Kelley
Não conhecia Mike Kelley, numa dos meus passeios pelos blogs encontrei este texto no http://www.paulomendes.org/ que falava de Kelly: “MIKE KELLEY é um dos fundamentais artistas contemporâneos americanos a pensar sobre a cultura popular, a sua iconografia e os seus rituais. O seu trabalho dispersa-se por várias disciplinas como a música e a performance, o desenho e a pintura ou a instalação. Colabora regularmente com outros criadores da área de Los Angeles onde reside como Paul McCarthy, Tony Oursler, Jim Shaw ou John Miller.”
Kelley vê os animais de peluche como o primeiro abuso dos adultos às crianças pois são “modelos idealizados e assexuados destinados a fazer entrar a criança no molde das normas familiares e sociais”. Por isso apresenta esses animais mutados, cortados e transformados, dando-nos uma imagem violenta e expressiva desse abuso.




































