“E da minha própria experiência poderei dizer que aquilo que vamos criando, é para ocultar a nós próprios aquilo que sabemos!”
“Todo o método me aflige: sou de facto anárquico ou de certa maneira nihilista, e se a minha experiência não é brilhante, não vejo olhando à minha volta, experiência que possa invejar.”
” … cansaram já (ou se danaram), os símbolos de simbolizar.”
” A verdade é que um “artista” está a fazer didáctica, mesmo quando nega.”
“Por certo há pessoas que não sabem desenhar, mas nunca as encontrei. O que tenho encontrado é uma segurança, uma mestria, uma sensibilidade, uma invenção de traço nas crianças, mas também nos adultos não aculturados ou mesmo iletrados. Nalgumas crianças, mas principalmente numa maioria de adultos, o que há é já um preconceito de “obra de arte”, que os torna impotentes perante a folha de papel.”
“Deveria ter começado por declarar que nada sei de didáctica. E que os meus pais também não. E não vejo que os professores que tive soubessem muito mais.”
“Quanto mais vejo à minha volta pessoas triunfantes e realizadas, mais forte é a minha tentação de ser apenas um falhado.”
