Geométricas
Procurar as orgânicas, os movimentos espontâneos, isto é, compreender a natureza para depois demarcar na sua geografia. A construção também tem que ser uma desconstrução. É necessário reflectir e inflectir. Procurar está na essência da geometria. Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projecto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo.Arquivo para Junho 4, 2008
Oscar Brenifier
Oscar Brenifier diz que a filosofia faz-se em qualquer idade. Numa entrevista da Notícias Magazine de domingo ele partilha as suas ideias e métodos. Este académico e pedagogo considera que “As crianças que têm filosofia são mais conscientes de si mesmas, mais tranquilas e, ao mesmo tempo, mais cuidadosas quando escutam os outros, mais capazes de desenvolver um pensamento crítico. São crianças que conseguem examinar uma ideia, que conseguem escutar os outros e concentrar-se com mais facilidade. A filosofia para crianças não é só uma disciplina. É mais do que isso. É transversal a várias áreas do conhecimento.” e que “…o que a criança diz é profundo ou é um sinal de genialidade”.Ao ler a entrevista lembrei-me da Visual Thinking Strategies que propõe que o aluno fale de uma obra de arte antes de lhe darmos qualquer conceito. O resultado é surpreendente, pois, os alunos apresentam ideias originais e longe dos nossos preconceitos. OB diz que “Uma criança de quatro anos pode pensar, com a sua experiência de quatro anos no que é a morte” (por exemplo) “Quando uma criança tem uma pergunta, não devemos precipitar-nos e dar-lhe uma resposta tipo para aquela situação. Devemos, antes, perguntar-lhe o que pensa sobre a morte” (por exemplo) “Devemos tentar aprofundar o seu pensamento. Há que valorizar a sua capacidade autónoma de pensar…”
Sobre a metodologia de trabalho OB diz que vai a “… várias escolas e entrego uma folha a cada criança. Peço-lhes para escreverem as perguntas que consideram mais importantes. Guardo as folhas, escolho as mais pertinentes e volto a distribuir. Depois, peço-lhes que escrevam três respostas para cada pergunta. No fim de tudo, comparo o que as crianças me disseram com aquilo que disseram os filósofos.(…) Há uma correspondência incrivel entre as questões levantadas pelos filósofos e aquilo que vai na cabeça das crianças.”
Maurice Barrett – Estádios de desenvolvimento
(anterior)
Maurice Barrett convoca no seu livro alguns pedagogos fundamentais para se referir aos estádios de desenvolvimento da Criança. Refere no entanto que “O factor principal, ao estudar o trabalho de qualquer aluno, deve ser o próprio aluno. O trabalho não deve ser classificado com uma norma porque não há criança que seja considerada «a criança normal». Cada indivíduo definirá o seu próprio caminho, influenciado pela sua experiência cultural, ambiental e pessoal.”
A Piaget fala dos períodos de desenvolvimento intelectual e do qual interessa referir o sub período das operações concretas (operações simples – 7-10 anos, operações complexas – 9-12 anos) e o período das operações formais (11 – 14 anos).
Sobre o trabalho de Lowenfeld (já apresentado neste blog) é importante referir os estádios esquemáticos (7-9 anos), realismo nascente (9 – 11 anos) e pseudo-naturalista (11 – 13 anos) – ver quadros


Maurice Barrett apresenta um problema, que tambem é actual nas escolas portuguesa: a autonomia das escolas está a ter um processo de exclusão das artes visuais no currículo, pois a sociedade, mesmo os professores, dão pouca importância ao ensino das artes visuais (em algumas escolas já retiraram uma hora em e deram à educação musical). Os professores devem ter um papel fundamental na valorização do ensino da artes e tecnologias, o trabalho deve ser feito nas escola, no dia a dia, num constante valorizar as actividades na aula de EVT, evidenciar a particularidade do ensino e não a tentativa de colagem aos métodos das outras disciplinas – como é o caso de fazer testes em EVT que é qualquer coisa de absurdo e impróprio.
A Piaget fala dos períodos de desenvolvimento intelectual e do qual interessa referir o sub período das operações concretas (operações simples – 7-10 anos, operações complexas – 9-12 anos) e o período das operações formais (11 – 14 anos).
Sobre o trabalho de Lowenfeld (já apresentado neste blog) é importante referir os estádios esquemáticos (7-9 anos), realismo nascente (9 – 11 anos) e pseudo-naturalista (11 – 13 anos) – ver quadros


Maurice Barrett apresenta um problema, que tambem é actual nas escolas portuguesa: a autonomia das escolas está a ter um processo de exclusão das artes visuais no currículo, pois a sociedade, mesmo os professores, dão pouca importância ao ensino das artes visuais (em algumas escolas já retiraram uma hora em e deram à educação musical). Os professores devem ter um papel fundamental na valorização do ensino da artes e tecnologias, o trabalho deve ser feito nas escola, no dia a dia, num constante valorizar as actividades na aula de EVT, evidenciar a particularidade do ensino e não a tentativa de colagem aos métodos das outras disciplinas – como é o caso de fazer testes em EVT que é qualquer coisa de absurdo e impróprio.

