Geométricas

Procurar as orgânicas, os movimentos espontâneos, isto é, compreender a natureza para depois demarcar na sua geografia. A construção também tem que ser uma desconstrução. É necessário reflectir e inflectir. Procurar está na essência da geometria. Resolver, encontrar o arco, ligar dois pontos, enfrentar um projecto e uma ideia, empreender uma lógica, um mundo.

Helena Almeida

100-11M
Cada vez gosto mais dos trabalhos de Helena Almeida. As imagens encenadas cria uma certa plasticidade do seu corpo. Um ritual primitivo. É evidente o carácter experimentalista na obra de Helena Almeida.
<
60712
artwork_images_180756_375830_helena-almeida
h-a
halmeida1
Helena Almeida, Sente-me, 1979
Helena-Almeida1
HelenaAlmeida - PinturaHabitada
HelenaAlmeida
helenaalmeida2

3 Comentários »

  Ricardo Reis wrote @

Ainda este fim de semana fui ao Museu Colecção Berado ver a exposição “Arriscar o Real” (que recomendo mais pela narrativa que o curador nos proporciona do que pelas obras expostas, uma vez que já conhecia a maioria…) e lá estava mais um surpreendente trabalho de Helena Almeida, este eu não conhecia!
A senhora tem mesmo uma trabalho muito consistente e tem imensa matéria para trabalho com os nossos alunos

  Luzia wrote @

Uma colega minha, a Joana Ascenção, fez um documentário muito interessante sobre a Helena:

<>

Se o encontrares e tiveres oportunidade, dá uma espreitadela.. :)

  Luzia wrote @

..er… parte do meu texto não aparece no comentário.. :(

a seguir a Helena é suposto ler-se:

“Pintura Habitada”, primeira obra assinada por Joana Ascensão (…) é um filme sobre a artista plástica Helena Almeida. Mas dizer isto, que é “sobre Helena Almeida”, talvez seja abusivo, visto que a “biografia” está longe de ser o centro do filme – e o facto de raramente vermos o rosto da artista (nalguns planos, ostensivamente cortado pelo enquadramento) só amplia essa dimensão: não se quer retratar uma “figura”, quer-se expor o relacionamento entre a artista, o trabalho e a obra, ver de que maneira o corpo (as mãos, exemplo prioritário) “habita” a sua pintura, a sua fotografia, o seu vídeo. Ideia claramente sugerida, aliás, pela sequencia de planos iniciais (telas, câmaras, e não menos importante, luz), que traz para primeiro plano a importância dos materiais com que a arte é feita.
A associação completa-se com a entrada em cena de Helena Almeida, como se as suas mãos e o seu corpo (em sentido directo e concreto) fossem o “material” que faltava, o material que unifica e dá sentido a todos os outros. O filme dá a palavra a Helena Almeida, recupera imagens antigas de trabalhos da artista, e conclui-se como uma proposta “didáctica”, séria e rigorosa.
Luís Miguel Oliveira, Público, 22 de Outubro de 2006


O seu comentário:

HTML-Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>