Ken Robison considera fundamental encontrar O Elemento, ou seja, encontrar uma actividade que nos faça sentir bem e vivermos em equilíbrio, sentir-nos realizados como pessoas, para isso é necessário ir ao encontro do nosso talento. Neste livro dá muitos exemplos de pessoas que encontraram “O Elemento”. Ken Robison é critico a este paradigma educativo em que vivemos actualmente e que parou algures na revolução industrial em que as escolas “… foram criadas à imagem do industrialismo. Em muitos sentidos, foram concebidas para apoiar a cultura fabril que reflectem. Isto é particularmente verdadeiro nos liceus, onde os sistemas escolares baseiam a educação nos princípios de uma linha de montagem e na divisão eficiente do trabalho. As escolas dividem o currículo em segmentos especializados: alguns professores instalam a matemática nos alunos e outros instalam história. Organizam o dia em unidades padronizadas de tempo delimitadas pelo toque da campainha, à semelhança do que sucede numa fábrica (…). Os estudantes são educados em grupos constituídos de acordo com a idade, como se a coisa mais importante que têm em comum fosse a data de fabrico. São submetidos a exames estandardizados e são comparados entre si antes de serem enviados para o mercado.” Outra das ideias que encontrei no livro é importância de vivermos num estado mais ecológico educacional onde “compreender os elementos dinâmicos do crescimento humano é importante para sustentar as culturas humanas futuras (…).” Considera que “(…) a educação não precisa de ser reformada: precisa de ser transformada. A chave dessa dessa transformação está em personalizar a educação e não em uniformizá-la – descobrir os talentos individuais de cada criança, colocar os estudantes num ambiente onde queiram apreender e onde possam identificar de forma natural as suas verdadeiras paixões.” Para isso é necessário a educação artística e criatividade na escola. Infelizmente este é um processo que está a ser invertido nas escolas em todo o mundo, é reduzido do currículo as disciplinas de carácter artístico e substituídos por outras que os preparem melhor para as avaliações (exames) cada vez mais padronizados. Ken Robison descreve experiências pedagógicas de sucesso, onde a ideia que as disciplinas são caixas fechadas onde os alunos vão lá respirar matérias umas horas por dias são deixadas para trás.
