Cruzeiro Seixas – cadavre-exquis

 

Cruzeiro Seixas faz um prefácio num livro de Eduardo Salavisa e Margarida G. de Matos sobre a “Linguagem Visual”. Este texto é precioso e quero-vos partilhar algumas partes.
“Somos talvez hoje prisioneiros de uma determinada forma de liberdade. O desenho por exemplo é uma prisão dourada, pois não é menos bela e significativa a mancha de cor, a que a linha foi desnesessária.”

“E da minha própria experiência poderei dizer que aquilo que vamos criando, é para ocultar a nós próprios aquilo que sabemos!”

“Todo o método me aflige: sou de facto anárquico ou de certa maneira nihilista, e se a minha experiência não é brilhante, não vejo olhando à minha volta, experiência que possa invejar.”

” … cansaram já (ou se danaram), os símbolos de simbolizar.”

” A verdade é que um “artista” está a fazer didáctica, mesmo quando nega.”

“Por certo há pessoas que não sabem desenhar, mas nunca as encontrei. O que tenho encontrado é uma segurança, uma mestria, uma sensibilidade, uma invenção de traço nas crianças, mas também nos adultos não aculturados ou mesmo iletrados. Nalgumas crianças, mas principalmente numa maioria de adultos, o que há é já um preconceito de “obra de arte”, que os torna impotentes perante a folha de papel.”

“Deveria ter começado por declarar que nada sei de didáctica. E que os meus pais também não. E não vejo que os professores que tive soubessem muito mais.”

“Quanto mais vejo à minha volta pessoas triunfantes e realizadas, mais forte é a minha tentação de ser apenas um falhado.”

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