serve de abrigo esta casa

Serve de abrigo esta casa, dos intempestivos Invernos que regressaram. O vento forte não nos atormenta, observamos as chuvas pelas janelas. Os dias são grandes dentro de casa, há espaço. É difícil sair de casa. Enfrentar aqueles bichos que saem enfurecidos das suas solidões, debaixo da terra, das tocas e dos ninhos. Sei que me podem ferir de morte, mas enfrento seus ódios e não me vergo. Enfrento seus voos rasantes. Querem que eu tenha medo, querem-me fazer acreditar que o homem fica pregado ao chão. Mas eu sei que posso dar um salto. Sussurram baixinho, intrigas, apregoam males, dizem que nunca vou conseguir. Por isso ergo a cabeça, levanto-me, liberto-me dos medos, vou a caminho, vivo.
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One thought on “serve de abrigo esta casa

  1. Gostei muito deste seu pequeno texto. Interpreto-o de uma forma muito pessoal, demasiado pessoal como se tivesse sido escrito para mim.
    …”Por isso ergo a cabeça, levanto-me, liberto-me dos medos, vou a caminho, vivo.”

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