Escola Livre do Brooklyn – será que é livre?

Nesta escola fala-se em fazer o que se quiser, quando se quiser, como se quiser. Parece-me um pouco antagónico. Porquê? Aprender já é uma forma de prisão, porque se está a aculturar algo, ficamos presos a conceitos de outros. No entanto estou convencido que quanto mais aprendermos, mais nos possamos distanciar e relativizar os conceitos, logo nos libertamos. No mundo onde o verbo tem muita força, não o sabermos dominar é perder a liberdade. Por isso acho que esta escola “livre” de Brooklyn serve apenas para “aprisionar” os mais desfavorecidos de Brooklyn, torna-los dependentes do verbo. Isto serve perfeitamente os interesses do liberalismo económico, que pretende escravizar. Apreender exige sacrifício e é um processo de sistematização. Se me mostrarem resultados positivos do processo educativo liberal eu já posso acreditar mais, mas com esta reportagem fico convencido que esta escola não leva as pessoas à liberdade. Creio que uma escola que fomente o contrário também cria incapazes. Creio que pode haver métodos facilitadores, processos lúdicos que levam o aluno para o prazer da aprendizagem ou que as crianças devem ter espaço para construção de projectos (colectivos e individuais) autónomos, mas aprender assim (como neste escola) é apreender pouco ou talvez não apreender – não será aquilo que os políticos querem fazer do nosso ensino público, um ensino facilitador e pensado por baixo, enquanto os seus filhos frequentam as melhores escolas privadas do qual é-lhes exigido trabalho e dedicação. Talvez.

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