Loudon e Rufus

Dois Músicos pai e filho, parece que não se dão, mas a sua música tem pontos de contacto.

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Dan Graham

Dan Graham é um escultor Norte-Americano, os seus objectos artísticos em vidro e espelho permitem entrar neles, sair, estar. São uma espécie de vazio presente, reflexo e translucidez do observador. Olhamos para o objecto, estamos a olhar para nós e para o que está à nossa volta, estamos olhar para quem está no outro lado e para quem está dentro, fora e no meio. Podemos entrar e brincar lá dentro, nunca sabemos se estamos dentro ou fora.

Habitar Portugal em Ílhavo

Estádio Municipal de Braga Eduardo Souto de Moura

 

Sexta à noite no átrio do auditório do Centro Cultural de Ílhavo assisti a uma exposição de Habitar Portugal 2003/2005. Posteriormente uma conversa (mini-conferencia nas mesas do bar) com o comissário geral da exposição Arq. José António Bandeirinha que apresentou critérios de selecção e mostrou as obras em exposição verbalizando algumas das ideias. O Arq. Carlos Veloso apresentou as suas obras principalmente o Teatro Municipal da Guarda, obra em exposição. Moderado por Arq. Ricardo Vieira de Melo o debate focou-se sobre a incompatibilidade dos políticos com a arquitectura e a desertificação de espaços públicos qualificados em Portugal. A exposição vale a pena visitar, mas valerá mais a pena visitar os edifícios apresentados.

 

Casa em Carreço – Nuno Grande e Pedro Gadanho

Restaurante na Aldeia de Brufe – António Portugal e Manuel Maria Reis

Capela de Quebrantões – José Fernando Gonçalves

Conjunto Habitacional em Matosinhos – João Álvaro Rocha

Teatro Municipal da Guarda – Carlos Veloso

Ampliação do Cemitério de Lousa – José Barra

Conjunto Habitacional Terraços de Bragança – Álvaro Siza

Biblioteca Municipal de Tavira – João Luís Carrilho da Graça

Uma das obras que eu gostaria de visitar, construído numa prisão, a biblioteca de Tavira cerca a antiga prisão, sendo hoje a prisão um espaço aberto, um pátio (um espaço  de liberdade).

Casa em Santa Vitória – Rui Mendes

Ermida Rainha Santa Isabel – Rui Jorge Pinto e Ana Teresa Robalo

Nelson Mota o comissário das ilhas apresenta um texto que me encantou “As ilhas são por definição lugares que remetem para um universo de superação. A Madeira e os Açores confirmam-no. São territórios que ousaram desafiar o peso do manto oceânico para irromper no meio de uma vastidão líquida. No entanto, estas ilhas não são gémeas. A Madeira é rebelde, muito expressiva, capaz de surpreender. Os Açores são uma síntese de mundos diferentes mas que comungam da exibição de uma beleza mais serena.” Realmente encontramos nos Açores esta “…síntese de mundos diferentes…” 

Casa Van Middelen-Dupont – Álvaro Siza

Pavilhão da Serpentine Gallery – Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura

Pode-se visitar a exposição no site http://habitarportugal.arquitectos.pt/pt/index.html

Chico Buarque


Poeta, músico, escritor de romances, resistente. Chico Buarque tem as mais belas canções em português.

Construção

Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego…

Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público…

Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado…

Por esse pão prá comer
Por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer
E a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague!

Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague!

Pela mulher carpideira
Prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague!

Seurat


Não é só o aspecto técnico relacionado com o pontilhismo e com as teorias da cor em voga na época. Há neste quadro de Seurat uma critica mordaz à sociedade da época, a uma moral burguesa. A mulher em primeiro plano é um retrato de uma espécie de prostituta de luxo que vive as custas dos seus amantes endinheirados desempenhavam papeis sociais de agentes morais.

Medo


Nós somos constantemente enganados. Um dos enganos que deparei ultimamente foi verificar que trabalhar com um computador é diferente de trabalhar com estas máquinas de calcular que têm o sistema operativo windows (na pior versão chamado Vista). Chamo computador aos Mac que funciona maravilhosamente, mesmo os mais baratos, sem bloquear, sem recados constantes nas janelas, com a facilidade que um utilizador comum necessita e sem o medo dos vírus e hackers. Acho que este mecanismo da Microsoft de facilitar os vírus enquadra-se num movimento global de intimidação nas pessoas, criando uma sensação de medo e por vezes de pânico e que se alastra a todo por todo o lado.
Estive a pensar um pouco o que o medo vende directamente e indirectamente:
1. Gasolina, muita gasolina
2. Condomínios fechados
3. Computadores com windows e software anti-vírus
4. Centros comerciais com garagem
5.  Empresas de segurança com alarmes
6. Cinemas com pipocas (só vão ao cinema em locais seguros)
7. Televisão e a sua publicidade (as pessoas ficam em casa)
8. Pacotes de viagens
9. Bush na Casa Branca
10. Armas de guerra
11. Etc.

Gustav Klimt – “O Beijo”


Representa um pouco uma certa liberalização sexual que no início do século se vivia em Viena preconizada por uma elite intelectual. Esta dimensão erótica que Klint explorou é muito poética. Uma sensualidade que mostra uma sabedoria profunda do autor e um amor intenso e verdadeiro pelas várias mulheres retratadas. Dois artistas plásticos foram entusiastas e criticos de Klint Oskar Kokoschka e Egon Schiele.

The Velvet Underground

 

Os Velevet Underground foram uma banda de vanguarda nos anos 60 que pouca gente fala, no entanto influenciaram muito a música no seu tempo (e agora). Foram acompanhados por Andy Warhol que lhes fez algumas capas dos discos e desta banda sairam nomes como Lou Reed, John Cale e Nico. Femme fatale foi uma das mais belas músicas deste grupo.