Circulo de Bellas Artes de Madrid

cbaUm espaço fantástico, muito perto da Puerta del Sol. Com um café e uma livraria óptima, as salas e os salões são impressionantes. Nas colunas do café encontrei de novo, pela segunda vez em Madrid  as imagens de Nancy Spero. Uma exposição de Picasso, nos seus anos de Paris e duma peça de teatro produzida em conjunto com várias personalidades que viveram com Picasso os dias medonhos da ocupação nazi. Outra das grandes surpresas foi o trabalho do pintor Mon Montoya. Quem vê o seu trabalho pensa que existe algo de gestualimo abstracto, mas não é feito com todo o cuidado http://www.monmontoya.com/. Por as fotos a preto e branco de Josef Sudek.

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Instituto Cervantes

dscf4443Fomos ver uma exposição de Poesia Experimental, valeu pelas propostas apresentadas, lembrei-me de Ana Hatherly, Melo e Castro e Alexandre O´Neill, os nossos poetas. Cada vez tem mais sentido a palavra como elemento visual ou como elemento sonoro, cada vez mais é imergente esta mistura de linguagens, esta tentativa de chegar a um equilíbrio, encontrar uma “ideografia dinâmica” que Lévy convocou. 

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Fundação Mapfre

mapfreNo Paseo de Recoletos nº23 encontramos uma Fundação com uma colecção extraordinária de arte, tal como a Fundação Caixa, aqui também é gratuita a entrada para as exposições. Pela segunda vez em Madrid (não a última) e em simultâneo esbarramos com a obra de Picasso. Desta vez para conhecer um pouco os desenhos de 1930 a 37 que ficaram conhecidos pelo SUITE VOLLARD. Desenhos muito lineares, com uma carga erótica e simbólica muito grande. Max Ernest foi o motivo que me levou a esta Fundação, sempre gostei muito do Dadaismo e dos processos das colagens, neste caso não a partir de fotografias mas de ilustrações de livros. Tem também uma carga simbólica muito grande onde a paródia está presente. Por fim fui ver as fotografias de Nicholas Nixon sobre as irmãs Brown, em que o autor tira num período de 40 anos anualmente às irmãs, assistimos a vários processos de envelhecimento das irmãs e é impressionante como o tempo sobrecarrega as pessoas. Achei este espaço muito confortável e organizado e recomendo a sua visita.
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Localização:

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Sociedad General de Autores y Editores

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Sociedad General de Autores y Editores, é um edifício projectado pelo arquitecto José Grases Riera em 1902. Não apresento mapa porque encontramos este edifício num passeio por sítios desconhecidos. Nas cidades devemos divagar por ai, para nos encontrarmos, para encontrarmos coisas verdadeiramente fora dos textos turísticos.

Eulalia Valldosera

07_valldosera_2Eulalia Valldosera apresenta um conjunto de instalações onde a interacção com o espectador é solicitada por moderadoras. Numa primeira sala carrinhos de supermercado apresentam-se com projectores de imagens, aos espectadores é-lhes solicitado que puxem e empurrem os carros que estão sobre carris, a projecção simultânea dos vários carrinhos e sobreposição com as nossas sombras a puxar os carrinhos provoca efeitos fabulosos. Nesta sala contactei de novo com as imagens de Nancy Spero que faziam parte dos filmes projectados, numa tentativa de citação. Os artigos domésticos de limpeza fazem parte desta instalação numa paródia e uma reflexão à condição do ser doméstico, numa crença quase metafísica pela limpeza nas sociedades modernas. Os líquidos e panos de limpeza, os carrinhos de supermercado, as embalagens, todas são objecto de projecção para a obra de arte, quase estrelas de cinema, ou de fotografia, as suas sombras provocam efeitos fantásticos. 

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Paul Thek

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A parte da obra de Paul Thek impressionou-me. Trata-se de corpos cortados dentro de caixas de acrílico, objectos com uma geometria perfeita e dentro delas está algo orgânico irreconhecível, dejecto humano, cortado, ensanguentado. As caixas por vezes tem um aspecto high tech, lá dentro as nossas entranhas, criando horror, agonia, retratando a nossa condição humana. A casa dos ratos convocou FIRMIN de Sam Savage.
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