Velhas exigências num modernismo tardio

Manuel Alegre tem um texto no livro “Rafael” que ilustra um pouco o que vou dizer a seguir: “É a moral da tribo, só se é enquanto a ela se pertence. Então compreendes o principio das religiões orientais: cada um é tanto mais quanto menos é, quanto mais se demite da sua substância para se diluir numa substância alheia, um Deus, o absoluto, talvez o nada.”

Portugal sofre de um atraso civilizacional  crónico, não sou eu que digo mas os entendidos da matéria, porque eu sou professor e não entendo de nada. Mas os mesmos entendidos dizem ainda que não passamos pelo o processo de modernismo que muitos países passaram. Já o Antero de Quental falava da “Decadência dos Povos peninsulares” referindo-se a estes tristes lugares, claro que Espanha deu o salto, mas a nós agora estão-nos a pedir que passemos por este modernismo tardio. Nas nossas carreiras é-nos exigido que deixemos de “ser” para termos “perfil”. Como numa religião ou num partido. Mas este paradigma já foi ultrapassado em grande parte do mundo ocidentalizado, vive-se agora sobre outros modelos em que a afirmação da personalidade de cada um é importante. Nós estamos voltados para trás, por isso é que a avaliação docente não colou. Socrates está convencido que progride num caminho que é estreito, mas o que está acontecer é que estamos a regredir, existe o movimento das árvores mas elas avançam, e nós caminhamos em sentido inverso. Todos sabemos que podemos chocar contra algum outro veiculo?

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