Novo site – o4a – “Architecture for better life”

Fiz um novo site para um grupo de arquitectos.
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http://www.o4a.com.pt/

“ARCHITECTURE FOR BETTER LIFE”

O4A consists of a group of 4 architecture offices: Atelier D’Arquitectura J. A. Lopes da Costa, Lda., Rvdm Arquitectos Lda, Torre de Papel Arquitectos,Lda and Urban Core.
All 4 offices possess a wide experience of projects and execution of works and now have joined together with the scope of internationalisation.

One of our main goals is to develop projects under sustainable and bioclimatic concerns.

Concerned about the quality and accuracy of our services, we are keen to ensure technical assistance from the beginning of the project until the final completion of the work.

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A Bomba

Esta foi uma das peças que fiz para o workshop de escrita para teatro no Efémero.
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Cenário – 6 mesas de café com as respectivas 4 cadeiras, um balcão com três cadeiras, uma banca com máquina de café, loiça e bebidas, uma porta.

[os sons são todos ampliados, quando se abrir a porta da rua haverá o som da porta a ranger e dos carros no exterior a trabalharem e apitarem, assim como pessoas a falarem como se fosse uma grande cidade no exterior. Sempre que as pessoas se sentarem, ouve-se barulho das cadeiras arrastarem e sempre que se deslocarem ouve-se os passos. Os barulhos são todos ampliados, tais como: a máquina do café, do jornal, dos talheres das capas, do interruptor, da chave a cair, etc. As personagens quando falam umas com as outras o público não percebe, apenas houve sons]

O palco está escuro, ouve-se uns passos, ligam-se luzes simultaneamente com um barulho do interruptor. No palco está um homem vestido como empregado de mesa de um café, na verdade é o dono do café. Dirige-se para a porta [som], deixa cair a chave [som], apanha do chão a chave, abre com a chave a porta [som], dirige-se para dentro do balcão, liga a máquina do café [som], liga o rádio que está com música, entra o primeiro cliente [som], o cliente dirige-se ao balcão [som] onde cumprimenta o dono do café com algo imperceptível, senta–se numa cadeira do balcão e abre as páginas de um jornal [som], o dono do balcão serve-lhe um café [som].

Entram três clientes a conversar, não se percebe o que dizem, são três homens engravatados, talvez vendedores ou caixas de banco. Sentam-se numa mesa [som]. O dono do café dirige-se ao três homens que se encontram alegremente a conversar e não prestam atenção. O dono do café tosse para chamar atenção da sua presença. Os homens viram-se para o dono do café e dizem qualquer coisa imperceptível. Entretanto entra uma avó com três netos – um bebé, outra de três anos e outro quatro anos [as crianças fazem barulho a brincar], avó dirige-se para uma mesa [som ampliado dos sapatos altos, do ranger da cadeira de rodas, de uma das crianças a choramingar], o dono do café dirige-se à avó com as netas que fazem um pedido imperceptível.
Quando o dono do café se dirige para o balcão e começa a tratar dos pedidos [som ampliado dos talheres a baterem uns dos outros, máquina de café, torradeira].

Entram 4 homens das obras, falam russo, sentam-se numa mesa, conversam animadamente. Ao mesmo tempo entra um jovem leitor que se senta timidamente na ultima mesa a ler o seu livro.

Entretanto o bebé começa a chorar, as crianças brincam fazendo muito barulho, o homem que lê o jornal faz barulho a folhear o jornal, os grupos de homens conversam animadamente. Do rádio ouve-se música.

Entra um cego [som ampliado da bengala a bater no chão e nas cadeiras], o cego tropeça numa mesa [som ampliado do arrastar da mesa] e senta-se numa mesa vaga com ajuda de um dos trabalhadores. Entretanto o dono do café ouve os pedidos dos recém-chegados e vai para dentro do balcão para satisfazer os pedidos [som ampliado de copos, pratos, máquina de café, etc]. O ambiente é de familiarização entre as personagens. A ida ao café faz parte da rotina de todos.

Quando o dono do café transporta num tabuleiro quatro copos de cerveja para os trabalhadores da construção civil entram 3 rapazes e 3 raparigas estudantes universitários [som ampliado dos risos dos jovens]. Um dos casais de universitários entram a correr, o rapaz atrás da rapariga e chocam com o dono do café que deixa cair as cervejas e os copos [som ampliado dos copos a quebrarem-se no chão]. O casal ajuda apanhar os cacos. Os universitários sentam-se numa mesa, arrastam umas cadeiras da mesa do estudante [som ampliado].

Todos os barulhos continuam e entra uma rapariga toda produzida com mini saia e saltos altos [som ampliado dos saltos altos a baterem no chão]. A rapariga hesita no local onde se vai sentar, pois as mesas estão todas ocupadas. A rapariga dirige-se ao rapaz leitor e faz um gesto como se tivesse a perguntar se podia sentar-se na cadeira que resta da mesa, o rapaz faz sim com a cabeça. A rapariga senta-se cruzando as pernas, houve-se o barulho do coração do jovem leitor a bater [som ampliado], a rapariga tira uma lima de unhas da mala e começa a limar as unhas [som ampliado].

Entretanto o dono do café continua a ouvir os pedidos imprescritíveis ao publico, deslocando-se para dentro do balcão para os satisfazer [sons], os sons das pessoas a falarem fazem-se ouvir, os trabalhadores agora estão a discutir alto. Os jovens estudantes riem alto, um dos casais estudantes beijam-se. Uma das crianças brinca arrastando uma das cadeiras [som], e o bebé continua a chorar.

Entretanto começa ouvir-se um baixinho tic-tac, que vai aumentando de volume. O dono do café, interrompendo as suas tarefas, desloca-se de um lado para outro procurando esse som estranho. O som do tic-tac aumenta e aos poucos os personagens vão parando com os seus sons e procurando saber de onde vem o som. O som do tic-tac sobrepõe-se a qualquer som aumentando a níveis muito alto.

Quando para o tic tac, os holofotes do fundo do palco incidem nos espectadores, encandeando-os. Nesse preciso momento as personagens congelam. Após 30 segundos na situação, todas as luzes apagam-se e impõem-se um silêncio e escuridão absolutos.

Antichrist

Vem ai mais um filme de Lars von Trier. Filme polémico e pelo visto impressionante. Está a criar entusiastas, principalmente gente jovem. Por mim Lars Von Trier já era o meu cineasta, depois do Dogville. Espero ansioso pelo filme nas salas de cinema. devo ter que me deslocar ao Porto, pois Aveiro não tem cinema, há apenas umas lojas onde se compra pipocas e pode-se ver uns filmes no intervalo das pipocas.

A cadeira nº14 de Thonet

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Michael Thonet, carpinteiro, construiu esta cadeira em 1859 que ficou mundialmente conhecida, ainda hoje em alguns cafés se encontra imitações em ferro destas cadeiras. A sua mais valia foi a forma como simplificou a construção, apenas com poucas peças pode-se fazer esta cadeira. O design é essencialmente, ao contrário do que se pensa, a democratização das coisas – o acesso a todos, é uma ciência de inclusão. Hoje em dia outros desafios se colocam no design, tais como o impacto ambiental do objecto e as funções lúdicas desse mesmo objecto, ou seja um objecto não serve apenas para a função principal, serve também para estimular o lúdico que há em nós, a nossa vontade de brincar.

Bruno Munari – Compasso de Ouro para desconhecidos

Bruno Munari considerou que existia um conjunto de objectos de autores anónimos que deveriam constar do prestigiado prémio de design. Porque são objectos “perfeitos” do ponto de vista do design. São esses objectos: Estante com tripé para orquestra; cadeado para portas; cadeira para repouso de praia; apetrecho para decoradores de vitrinas; machado para rachar lenha; gambiarra; embalagem paralelepipédica do leite; saco plástico. Este conceito funcionalista do design é ainda muito importante, apesar dos pós-modernistas terem invertido a lógica demasiado racional da cultura numa paródia. volta-se agora, de novo, a pensar no design nesta prespectiva, com outras valências, assumindo a estética e a luducidade do objecto como outras dimensões da sua funcionalidade.

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Bruno Munari

munari08Penso que já falei dele por aqui. Designer e essencialmente pedagogo. Para qualquer estudante de artes visuais é fundamental estudar as suas obras escritas que são muitos: Design e Comunicação Visual; Das Coisas Nascem Coisas; A Arte como Ofício; etc… Há um conjunto de livros que fez para crianças do qual deu uma perspectiva diferente à ilustração para crianças criando livros mais interactivos e estimulantes. Um desses livros que guardo religiosamente é “como desenhar um sol” onde Bruno Munari mostra muitas maneiras e possibilidades de desenhar o sol.

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Edward Johnston

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Edward Johnston foi apenas um anónimo designer que criou em 1916 algo que se foi repercutir em todo o mundo. Um mapa geo-esquemático do metro de Londres. Hoje não há nenhum metro que não utilize um esquema para melhor orientação dos utentes. Este é um dos exemplos da forma como a criação de um interface é fundamental para o bem estar das pessoas. Outros dos interfaces que Edward Johnston criou, igualmente importantes, foi o logotipo do metro de Londres e um tipo para os letreiros do metro. Aqui vê-se a importância do design gráfico. Coloquei este post por ter visto uma referência do mesmo num telejornal, no entanto Edward Johnston é um referência da história do design que estudei e que está bem evocada  no livro de Meggs ” A History of Graphic Design” (guardo religiosamente um exemplar em minha casa do qual consulto com frequência).
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Capas – 2009 2010

Não há dúvidas que se possibilitarmos, as crianças de 10, 11 e 12 anos tem facilidades em fazer coisas com imensa criatividade. Claro que esta abordagem dá mais trabalho e exige mais delas. Aqui mostro os protótipos de capas dos meus alunos deste ano lectivo. O mérito é deles, os professores apenas provocaram a criatividade.

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