Comentário de Isabel Ribeiro

Transcrevo aqui o comentário da Minha Colega e amiga Isabel Ribeiro porque por ser amarelo e oportuno para este blogue: “Estou a ficar confusa, mesmo muito baralhada. E desta feita, tenho a certeza que é da idade, dos conhecimentos que tenho adquirido, porque a eles estou aberta e dos comportamentos que tenho observado, porque a eles estou atenta e preocupada…
Qualquer pai/mãe, conscientes do seu papel de educadores, terão o bom senso de dizer “não” às suas crias, quando essa for a solução que entendam por mais correcta na educação das mesmas.
Sou mãe de uma filha com 32 anos. Tarefa árdua, a de educar, muito particularmente, se se tem de dizer “não”. Foi necessário fazê-lo algumas vezes e não me arrependi de nenhuma, por mais que me doesse o coração no momento. O mesmo aconteceu com o pai. Ainda bem que não banimos a tal palavrinha incómoda.
Acontece que observo nas crianças e jovens que chegam à escola que o “não” é para ser usado por eles e a seu belo prazer… Desconhecem a palavra, seu significado, sua força. O “não” de um professor é desprezado, ignorado, ridicularizado.
Chegam-nos, com frequência, relatórios de psicólogos que nada acrescentam ao que já observámos, nós os professores, que trabalhamos com os alunos num contexto de trabalho real, autêntico e natural, dia após dia, mês após mês – na sala de aula, em contexto turma, temos uma visão mais alargada das problemáticas que os jovens possam apresentar. Não me queiram convencer de que observar um aluno isoladamente do grupo num gabinete é o mesmo. Não é. De todo. Constam muitas vezes nesses relatórios directrizes para os professores, referências ao trabalho a fazer na aula, etc, etc.
Será que estes psicólogos estão na posse de um curso vocacionado para o ensino, que lhes permite tanta segurança nas opiniões emitidas? Será que têm uma pequena ideia dos conteúdos a trabalhar, da metodologia a seguir e das estratégias a utilizar nas diferentes áreas? Será que sabem o que é trabalhar com turmas de 26 alunos que apresentam uma enorme heterogeneidade? Será…? Ou será… “um tiro no escuro”?
Sem dúvida, que a Psicologia está a mudar em Portugal, ao sabor das mudanças preconizadas por outros estudiosos da área no estrangeiro. Ordem natural das coisas, a que já tão habituados estamos. E tem mesmo de mudar, porque a sociedade está em constante estado de convulsão e de mutação, a um ritmo alucinante. Urge a mudança de mentalidades, incluindo a dos pais, dos alunos, dos psicólogos e dos professores, dos políticos…De todos.” Isabel Ribeiro

One thought on “Comentário de Isabel Ribeiro

  1. é isso mesmo Isabel Ribeiro….estamos em tempo de mudança de mentalidades de paradigmas e de posturas…o problema é que muito pouca gente tem consciência disso

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