Jornal Moliceiro

Finalmente saiu este número, de um parto difícil, fui busca-lo hoje à gráfica. O Jornal que já se chamava Moliceiro mas que sofreu algumas modificações gráficas. O meu trabalho é demorado, não sei fazer mais rápido, por vezes 50 horas não me chegam para o fazer, sem contar com contratempos. São 28 páginas, paginadas com afecto. Por outro lado chego à conclusão que é trabalho deitado fora, não há a valorização do jornal escolar. Espero para o próximo ano não estar metido nesta tarefa, já estou a ficar um pouco farto da tensão que o jornal provoca e são me caras as horas que perco no jornal (são horas minhas).


3 thoughts on “Jornal Moliceiro

  1. Depois de um parto difícil, o tempo encarrega-se de atenuar a dor e de a fazer esquecer. E outro filho nasce.
    Aqui será o mesmo. Este jornal marca uma grande mudança na vida do jornal da João Afonso, o que já se fazia sentir há décadas… Se um jornal cristaliza, morre. E o Moliceiro estava numa profunda agonia. Um jornal escolar pretende-se dinâmico, apelativo, vivo, actualizado, de acordo com os ditames da nova geração. Nem tudo correu bem no processo? Óptimo. Assim, reflecte-se, discute-se, limam-se arestas, reformulam-se posições tomadas, humanizam-se relações humanas, redefinem-se critérios, nunca perdendo neste horizonte as questões de ética.
    Ainda não tive oportunidade de me debruçar sobre o conteúdo. De uma leitura, em diagonal, há artigos que me parecem muito interessantes e que traduzem muito trabalho e preocupação em manter um fio condutor. Pareceu-me, no entanto, haver lacunas no que diz respeito à participação directa de alunos. Será por haver um jornal on-line, que tem sido tão alimentado por trabalhos e notícias do que vai acontecendo? Mas o jornal em suporte de papel sai da escola, vai andar de mão em mão, divulgando a nossa realidade…
    Uma coisa é certa. Não se pode olhar para este trabalho, onde sobressai de forma evidente a criatividade e a originalidade da sua apresentação, logo o número de horas investidas e retiradas, na sua grande maioria, da vida pessoal de quem o fez, com a ideia de que se alguns alunos o lerem já valeu a pena.
    ISSO, NÃO! Senhores Professores, compete-nos envolvermo-nos e despertarmos os jovens para a importância do Moliceiro, de contrário, os Professores têm muito mais para fazer e tenha-se a coragem de acabar de vez com trabalhos inglórios nos tempos que correm. “BASTA. PUM!” Toda a gente sabe que o “basta” e o “pum” são do Manifesto Anti-Dantas do Mestre Almada, não?
    Last not least. Parabéns pelo trabalho. A ti, Tiago, um agradecimento e uns parabéns muito muito especiais, porque és um homem, um professor muito especial.

    • Obrigado Isabel, se tu fosses líder na escola, mesmo que eu tivesse que trabalhar milhares de horas, eu fazia-o, porque tu sabes dizer as coisas. Não se trata das horas efectivas, trata-se de cansaço, um cansaço de alguma frustração por saber que existe uma indiferença crescente nas escolas.

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