Pensamento criativo


“The Treachery of Images” de René Magritte

Por vezes fico apreensivo como funciona em muitas escolas a disciplina de Educação Visual e Tecnológica porque se valoriza a aprendizagem técnica e não o pensamento criativo. No outro dia no 3º Encontro Nacional de Ilustração houve uma escritora que começou a sua comunicação a falar de futebol. Ela começou por dizer que grande parte dos rapazes gostam de jogar futebol, disse que para se jogar futebol temos que desenvolver algumas competência, saltar, correr, chutar a bola, defender, etc… mas se colocarmos as crianças treinar o salto, o correr, o chutar a bola, o defender, se elas só fizerem isso, vão-se maçar com o futebol, não vão crer jogar mais futebol. Assim acontece em muitas escolas, em muitas aulas, treina-se o salto, a corrida, etc… e fica para traz o estimulo. Faz-se testes para ver se a criança sabe medir, sabe traçar, sabe recortar, e tudo fica limitado a pouco mais do que isto.

Penso que é importante desenvolver o pensamento criativo, para isso não podemos ficar crer utilizar as mesmas metodologias da matemática ou das ciências. Não nos interessa saber se a criança sabe medir ou traçar apenas, interessa-nos ver se na sequência da execução de um projecto a criança soube cortar, mas dando mais relevo à concepção, ao processo criativo. O traçar ou o cortar foi consequência de uma vontade e um desejo de executar um processo. Pode-se até conseguir o recortar, o medir, o traçar através da utilização de uma máquina, um computador por exemplo.

António Lobo Antunes  disse na apresentação do livro de Valter Hugo Mãe que “as qualidades técnicas são apenas defeitos disfarçados”. Pouco importa as qualidades técnicas, importa é desenvolver o pensamento criativo.

5 thoughts on “Pensamento criativo

  1. Totalmente em acordo contigo!
    Mas penso que subsistem estas tendências técnicas decorrentes de anos e anos em eu isso foi muito valorizado. “Se sempre se fez assim porquê mudar?”. Há alguns estudos interessantes sobre isso e a Maria Acaso (2009) chama a essas práticas a “reprodução do aborrecido”. Gosto muito da designação.

  2. Concordo contigo. Se nos limitar-mos às técnicas estamos apenas a formar operários ou mão de obra acrítica e sem capacidade criativa, cada vez mais necessária. Também penso que é importante colocar a tónica no que é significativo para o aluno (como nesse exemplo do jogador de futebol).

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