Algumas fontes de alunos

São muitas as formas como se aborda a tipografia nas escolas. No entanto, por vezes, explora-se demasiado a técnica da quadrícula sem uma vertente criativa, pede-se aos alunos para copiarem as letras da quadrícula, no máximo são “decoradas” (termo que odeio). A letra utilizada como padrão é muitas vezes pouco elegante

Eu acho que as nossas crianças conseguem muito mais do que isto.

O que eu proponho é utilização de exemplos feitos (até por alunos), letras mais elegantes e que se dê oportunidade dos alunos criarem outras fontes, tal como fizeram os alunos do 6ºC , 6ºG e 6ºB na João Afonso de Aveiro:

Mais exemplos virão, os alunos estão a trabalhar nesta unidade, muitos outros alunos tem trabalhos dignos de designers. O Processo de quadrícula:

O processo de digitalização foi feito por mim, mas a concepção foi dos alunos, irei mostrar posteriormente a aplicação nas capas.

http://www.letterplayground.com pode ser um excelente meio de estimulo para a criação de letras.

12 thoughts on “Algumas fontes de alunos

  1. Deparava-me exactamente com o mesmo problema. Este ano resolvi iniciar o ano lectivo com o Ponto e a Linha, precisamente com a intenção de eles libertarem a mão. Este site caíu-me do céu, Tiago. Muito obrigada por o divulgares. Vou já divulgá-lo também no meu blog.
    muita luz,
    carLa

  2. Olá Tiago estás bom?
    Olha quanto à quadricula não tenho nada contra, principalmente para alunos do 5º ano. No sexto sim acho demasiado redutor. A quadrícula é um óptimo exercício de concentração e de percepção, coisa que os alunos têm cada vez mais à saída da primária. Mesmo assim no 5º ano pode-se sempre fazer coisas interessantes, e no sexto principalmente se houver continuidade pedagógica então puxar por aquelas cabeças, algumas poucas que ainda têm imaginação para lá dos lugares comuns.

    • Mas Tozé, nós não temos como objectivo treinar a concentração, nós temos que ter como objectivo desenvolver o lado direito do cérebro, isso é que me parece cada vez mais atrofiado à saída de algumas escolas no primeiro ciclo.

      • Pois eu discordo completamente, pois o lado direito, como tu dizes, do cérebro não é nada sem o lado esquerdo. Se for veres a origem da palavra arte, verificas que na Grécia antiga era sinónimo de técnica, saber fazer, desculpa lá mas essa coisa só do lado direito ou só do lado esquerdo do cérebro é uma treta , pois o cérebro funciona como um todo. E caro amigo não há criatividade e imaginação que nos/lhes valha se não puder ser posta em prática pelo saber fazer. Miguel Angelo não tinha apenas uma grande capacidade criativa, mas também técnica. Desculpa mas estou mesmo farto dessa coisa dos artistas que só têm imaginação e que o trabalho e a técnica são para os coitados que não a têm. Por isso acho que sim, devemos dar prisões, a quadrícula, para eles aprenderem a pensar e a ter a capacidade criativa para dela se libertarem, se assim não for, nem sequer aprendem a ler, e a desfrutar do prazer da mesma. Estou cada vez mais farto de utopias vazias. E se todos podem ser artistas (Bueys) nem tudo é arte…
        Um abraço com os dois hemisférios do cérebro, ahh e do cerebelo também.

      • Tozé o que eu abomino é aquela letra feita em quadrícula como esta que está http://artesrabiscos.files.wordpress.com/2010/03/quadricula.jpg
        as letras dos meus alunos foram também feitos em quadrícula, precisaram de muita mais técnica e não se limitaram a uma reprodução de algo que é extremamente pobre e feio. Sobre o desenvolvimento do cérebro é algo que desconhecemos, mas há quem diga que na escola existe muitas limitações à criatividade, e que é cada vez mais necessária.

  3. OPS, ali na concentração e de percepção, coisa que os alunos têm cada vez mais à saída da primária, queira dizer cada vez têm menos.

    • A bem dizer falamos da mesma coisa de modos diferentes. depois envio-te algumas letras que os meus alunos fizeram. E repito, a quadricula apenas para o 5º ano. quanto ao exemplo que referiste é uma base, não me chateia, pois os alunos e os professores devem dar a volta à coisa.

  4. Obrigado Tiago pela defesa da honra, mas as palavras ficam na boca de quem as profere. E sabes ainda esta semana, porque estou a trabalhar a letra tive o discurso do “PORRA” (que não disse) de deixem de usar essas formas formatadas, cópias do que conhecem, e puxem pela cabeça, imaginem, criem, inventem, façam coisas muito mas muito disparatas, e dei alguns exemplos, mas no fim, e tu sabes é difícil a maioria sair do óbvio e banal, mas para felicidade nossa há sempre uns alunos que vão mais além, haja tempo que alguns ainda são a nossa esperança, mas o que me dói é toda a outra massa cinzenta, que além da sua casa conhece a TV da treta e a internet foleira. Em cada turma de 20 há sempre pelo menos 1 ou 2 que dão respostas não estereotipadas, e se calhar esses chegam. E em jeito da coisa,quando falo com as pessoas sobre o Japão usualmente só vemos tecnologia, mas esquecemos toda a criatividade que eles possuem e põem em prática.
    Na verdade as pessoas não podem ser todas artistas, mas podem pelo menos aprender a desfrutar das obras dos artistas.
    Ahh e aqui não há coitados, há pessoas pelo menos interessadas em fazer melhor e talvez diferente…

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