Museu Van Gogh


O quadro “Os Comedores de Batata” regista a refeição normal de uma família de camponeses cristã, Van Gogh era muito religioso mas também ficou sensibilizado da forma como esta família se unia (o que não era normal na sua família que pertenciam à Igreja Reformada Neerlandesa). Neste museu podemos ver muitas obras de Van Gogh mas também a relação com os impressionistas da época.

A terra das bicicletas

É fabuloso a quantidade de bicicletas em Amsterdão, milhares de todas as formas e feitios. Quase toda a gente utiliza este meio de transporte para se deslocar para todo o lado, principalmente de manhã para os empregos, faça sol, faça chuva, faça neve, eles andam de bicicleta. A pessoa que vinha ao meu lado no avião (holandesa) disse-me que ia todos os dias de bicicleta para o emprego e demorava 25 minutos, se fosse de carro demorava 45 minutos. As condições são óptimas, um pais plano, Amsterdão está cheio de ciclovias e a bicicleta tem prioridade, ficam muito aborrecidos se alguém coloca o carro na ciclovia ou se um peão se atravessa à frente. As bicicletas andam a uma velocidade fantástica. Torna-se perigoso andar distraído  nas ruas. Encontra-se bicicletas à venda nas feiras e em qualquer lado, pode-se comprar uma bicicleta por 25€ (em segunda mão) ou por 2000€, mas são mais as bicicletas baratas, muitas até ficam de noite na rua.

as bicicletas VANMOOF são muito vistas também http://www.vanmoof.com/ 

http://bakfiets.nl

Jacques Brel – “Dans le Port d Amsterdam”

No porto de Amsterdão
Há marinheiros que cantam
Sobre os sonhos que os assombram
Ao redor de Amsterdão
No porto de Amsterdã0
Há marinheiros que dormem
Como as bandeiras penduradas
Ao longo das margens escuras
No porto de Amsterdão
Há marinheiros que morrem
Cheios de cervejas e dramas
Às primeiras luzes do dia
Mas no porto de Amsterdão
Há marinheiros que nascem
No espesso calor
Dos fracos oceanos

No porto de Amsterdão
Há marinheiros que comem
Sobre toalhas também brancas
De peixes gotejantes
Eles mostram os dentes
Que mastigam o destino
Que engolem a lua
Uma baforada de caras
E cheira a bacalhau
Diretamente no coração das batatas fritas
Que suas grandes mãos convidam
A retornar uma vez mais
Então, levantam-se a rir
Com um ruído de tempestade
Fecham suas braguilhas
E partem arrotando

No porto de Amsterdão
Há marinheiros que dançam
Esfregando suas barrigas
Nas barrigas das mulheres
Eles giram e eles dançam
Como os sóis cuspiram
Ao som rasgado
De um acordeão rançoso
Eles torcem o pescoço
Para melhor se ouvirem rindo
Até que, de repente
O acordeão morre
Em seguida, o gesto grave
Em seguida, o olhar orgulhoso
Eles trazem suas batavas
À plena luz

No porto de Amsterdão
Há marinheiros que bebem
E que bebem e bebem
E que bebem outra vez
Eles bebem à saúde
Das putas de Amsterdão
De Hamburgo ou de outro lugar
Ao fim, bebem às moças
Que dão a eles seus belos corpos
Que dão sua virtude
Por um pedaço de ouro
E quando eles estão bem bêbados
Levantam seus rostos para o céu
Assoam os narizes nas estrelas
E eles urinam como eu choro
Sobre as mulheres infiéis
No porto de Amsterdão
No porto de Amsterdão

Amsterdão

Cidade das bicicletas, dos canais, das flores, dos gatos e da libertinagem. Talvez porque a maioria da população do pais não ter qualquer religião, ou talvez por estarem abaixo do mar (países baixos), ou ainda por outra razão qualquer, os holandeses são muito cientes das suas responsabilidades ambientais, não se preocupam com a moral e os costumes, mas com a liberdade pessoal e é um povo muito tolerante. Amsterdão é uma cidade onde está expresso essa ideia, milhares de pessoas na rua, de todas as culturas, religiões, andam de bicicleta, acolhedores, simpáticos e o único pais europeu a legalizar as drogas leves, pode-se fumar nos muitos coffee shops . Amesterdam tem do nome a conjugação do rio Amtel (rio que passa por amsterdão) e o Dam (dique) e é uma cidade cheia de canais e um lugar óptimo para passear. Uma cidade prospera e rica, talvez porque foi um local de rugiu dos Judeus, alguns fugidos das perseguições cristãs em portugal (existe uma sinagoga portuguesa em Amsterdão).

“Não existe verdades absolutas, só absoletas”


“A Grande Arte” é mais um dos policiais de Rubem Fonseca protagonizado pela personagem Mandrake, não o super-herói (do meu tempo), mas um advogado criminalista do Rio de Janeiro que se envolve nas mais incríveis e perigosas situações com crimes violentos, quase sempre se envolve com mulheres bonitas, algumas perigosas. Mandrake além de gostar de viver, gosta de literatura, de bons vinhos portugueses e de boa comida, claro é dele esta frase “Não existe verdades absolutas, só absoletas”. A HBO fez uma série que vale a pena ver em que estes livros estão muito bem adaptados para a televisão. A série vale pela boa interpretação dos autores brasileiros, pela fotografia, pelo genérico e pela banda sonora.

Dirty Old Town, Dirty Old School

The Pogues – Dirty Old Town from kiya on Vimeo.

Esta é mais do que uma canção de amor, é um hino a uma nova forma de pensar e de estar na cidade (na velha suja cidade). Este grupo saído de um movimento Punk, vai ser a antítese  desse mesmo movimento niilista, rebuscando a música tradicional irlandesa, criando um espirito de fusão. Na verdade é reflexo de um novo paradigma, de uma outra necessidade de afirmação cultural, de procurar uma ecologia entre a cultura e a criatividade. Esta forma foi-se apurando e em todo o mundo encontramos esta necessidade de afirmação regional num mundo cada vez mais globalizado e padronizado. Encontramos este espírito em Portugal e em todas as áreas  artísticas (por exemplo a Joana Vasconcelos nas artes plásticas, os Deolinda na música – para falar nos mais populares). No entanto a escola continua presa a ideias do passado, a um currículo enfadonho e com uma estrutura completamente desajustada às necessidades do mundo de hoje. Na escolas ainda não conseguimos fazer uma educação de fusão, mais ecológica, menos intencional e mais natural, de forma a reafirmamos a nossa cultura mas usando instrumentos e linguagens universais. Estamos reféns de um conjunto de pessoas que geram a educação através de elementos estáticos, sem uma ideia a não ser “a moralização da escola pública” (que eu ainda não entendi bem o que quer dizer e desconfio que é dar voz às pessoas mais chatas e mesquinhas da sociedade portuguesa – que são muitas).

O Elemento

Ken Robison considera fundamental encontrar O Elemento, ou seja, encontrar uma actividade que nos faça sentir bem e vivermos em equilíbrio, sentir-nos realizados como pessoas, para isso é necessário ir ao encontro do nosso talento. Neste livro dá muitos exemplos de pessoas que encontraram “O Elemento”. Ken Robison é critico a este paradigma educativo em que vivemos actualmente e que parou algures na revolução industrial em que as escolas “… foram criadas à imagem do industrialismo. Em muitos sentidos, foram concebidas para apoiar a cultura fabril que reflectem. Isto é particularmente verdadeiro nos liceus, onde os sistemas escolares baseiam a educação nos princípios  de uma linha de montagem e na divisão eficiente do trabalho. As escolas dividem o currículo em segmentos especializados: alguns professores instalam a matemática nos alunos e outros instalam história. Organizam o dia em unidades padronizadas de tempo delimitadas pelo toque da campainha, à semelhança do que sucede numa fábrica (…). Os estudantes são educados em grupos constituídos de acordo com a idade, como se a coisa mais importante que têm em comum fosse a data de fabrico. São submetidos a exames estandardizados e são comparados entre si antes de serem enviados para o mercado.” Outra das ideias que encontrei no livro é importância de vivermos num estado mais ecológico educacional onde “compreender os elementos dinâmicos do crescimento humano é importante para sustentar as culturas humanas futuras (…).” Considera que “(…) a educação não precisa de ser reformada: precisa de ser transformada. A chave dessa dessa transformação está em personalizar a educação e não em uniformizá-la – descobrir os talentos individuais de cada criança, colocar os estudantes num ambiente onde queiram apreender e onde possam identificar de forma natural as suas verdadeiras paixões.” Para isso é necessário a educação artística e criatividade na escola. Infelizmente este é um processo que está a ser invertido nas escolas em todo o mundo, é reduzido do currículo as disciplinas de carácter artístico e substituídos por outras que os preparem melhor para as avaliações (exames) cada vez mais padronizados. Ken Robison descreve experiências pedagógicas de sucesso, onde a ideia que as disciplinas são caixas fechadas onde os alunos vão lá respirar matérias umas horas por dias são deixadas para trás.

Unidade de trabalho PaperToys

Miguel 6ºG

1 aula – Paper Toys (apresentação)
2 e 3 aula – Exercícios de de desenho:
1. Registo breve 1min 3
2. Registo 5min
3. Regito lento 10 min
4. Registo sem olhar para o papel 10 min
5. Registo inverso 10 min
6. Desenho com outra perspectiva 10 min
4 e 5 aula – Exercício das revistas
6 aula – Personagens BD (Apresentação)
6 e 7 aula – Personagem ridícula
8 e 9 aula – Execução de um cadáver esquisito
10 aula – Inicio dos paper toys (mostrar programa http://www.papercritters.com/pc.php)
11 e 13 aula – esboços e planificação
Aula Seguintes execução

Rafaela 6ºG

António 6ºC

Ana 6ºB

Inês 6ºC

Filipa 6ºC

Ema 6ºG

Mariana 6ºC

Raquel 6ºB