A minha geografia

Há cerca de um ano atrás comecei andar de bicicleta saindo da zona urbana de Aveiro. Comecei por explorar a zona do Baixo Vouga num labirinto de estradões que passam por Cacia, Angeja, Tabueira, São João de Loure e Eixo. Foi uma aventura solitária mas que me deu vontade de continuar. Aos poucos comecei a ter um amigo que me acompanhava, mas nem sempre e quando a curiosidade de encontrar outros lugares me obrigava a pedalar mais umas boas dezenas de quilómetros tive que me juntar a outros companheiros de passeios que praticam todo o terreno (BTT). Claro que para mim foi difícil. Porque tive que comprar uma bicicleta para os poder acompanhar, depois, porque tive que aprender a fazer BTT, algumas quedas aconteceram (principalmente quando coloquei os pedais de encaixe), e ainda, de conseguir mais ou menos acompanhar este pessoal que sobe e desce montes com uma destreza fantástica. Começou o deslumbramento. Aveiro (distrito) é um território imenso cheio de locais fantásticos, alguns tenho aqui as fotografias (porque alguém as tirou), outras guardo dentro da memória. A minha percepção geográfica da região alterou-se por completo, deixou de ser percepcionado através das estradas principais, mas comecei a perceber melhor as altimetria da região, os pontos de água, os trilhos e caminhos. Todos os fins de semana encontro mais uma paraíso mesmo aqui a dois palmos. Anseio pelo próximo fim de semana, para mais uma descoberta, mais um recanto, mais uma linha de água, mais um local de vegetação esplendida ou uma paisagem formidável. Na verdade viajo todos os fins de semana. Por vezes custa, são muitos e difíceis kms para chegar a um destes paraísos, mas a sensação de chegar lá, depois de calcar trilhos quase impossíveis, é  indescritível. Outra das vantagens é termos companheiros de viagem formidáveis, alguns já com muitos kms batidos, outros, como eu a começar. Já tenho uma intuição de olhar e perceber com quem estou, se é iniciado ou não, basta um olhar para se ver se está calejado no rolar na terra.

Alfusqueiro neste fim de semana

As 3 cascatas em Sever do Vouga

Nas cascata de Silva Escura, numa volta muito difícil para mim (depois de uma semana a ter feito 300 kms) com Rui Campos (grande companheiro do geotrilhos) , Ivo, Henrique e Nuno (do Viver Vilar BTT) e Eduardo (vizinho).

Em Requeixo

Em Ois da Ribeira – vista sobre a Pateira em 29 de Fevereiro de 2012

Na prova de BTT de Penacova onde fiquei a meio da tabela

Pelos trilhos de Albergaria com a malta do Geotrilhos (por trás um moinho de água)

Na capela de Nossa Senhora do Socorro

A grande epopeia (para mim) de 170 km pela antiga linha de comboio do Vouga de Aveiro a Viseu e depois pela antiga linha do Dão até Santa Comba Dão.

Ria Agueda entre Requeixo e Ois da Ribeira

Espinhel – Pateira

Alguns dos meus companheiros de bicicleta

Volta de natal do Geotrilhos – no fundo a Pateira perto da Igreja de Requeixo

Com o Kemp e Fausto no cimo do Buçaco

Zona da perto da Bio Ria em Estarreja

Com o Daniel e Paulo Gonçalvos em Estarreja

Assalto ao Caramulo dia 1 de Dezembro – mais de mil participantes num passeio que há todos os anos

Caramulo 2011

Ida à Serra do Ladário com um grupo de malta que não conhecia de lado nenhum mas que, alguns, se tornaram bons amigos (Rui Campos, Fausto Neto e Luís Azevedo)

2 thoughts on “A minha geografia

  1. Grande Tiago é esse o espírito. Só quem experimenta o que nós por vezes experimentamos é que entende o valor das tuas palavras. Pode ser através delas exista mais malta que como nós os dois ficaram curiosos e resolveram experimentar esta “maluqueira” de levantar cedo para ir fazer uns bons pares de km’s de bicicleta. Realmente conhecemos pessoal incrível e companheiros de uma “maluqueira” quase sempre saudável. As quedas fazem parte da aventura e digamos que quando não são graves, acabam por ser divertidas. :)
    Grande abraço e continua, pois sabes que vale a pena. :)

  2. É verdade Fausto, acordar cedo, saborear o frio e a chuva, também já experimentámos. É algo que me alegra, porque perdemos o medo e saímos do conforto das nossas casas, das nossas camas. Mas ao mesmo tempo temos uma noção que a ideia de conforto é muito relativa, por exemplo, depois do frio, chuva e lama dos 170 km que fiz a Santa Comba Dão, senti-me muito confortável na viagem de comboio em pé, noutra situação era desconfortante. O café quente que bebi no aldeia perto do Caramulo soube-me como nunca.

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