As casas em Burkina Faso por Rita Willaert

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“Se todo mundo sambasse seria tão fácil viver”

Chico Buarque escreveu esta canção para uma peça de teatro, foi das primeiras músicas que Chico escreveu, e na verdade diz muito o que nos vai na alma. Nesta situação política em que vivemos (é mais política do que económica) em que as artes e a cultura é deixada para último plano, podíamos dizer que “Se todo mundo sambasse seria tão fácil viver”, mas andam por ai uns dragões, camaleões tubarões e macacões que não sabem dançar e por isso não dançam nem deixam dançar.

O que me apetece ou este blogue anda parado

Instalação de Ai Weiwei com 1200 bicicletas

Este blogue anda parado, não me tem apetecido escrever. Ando apenas com esta paixão maluca de pegar na bicicleta e ir para o mato, correr trilhos até à noite e dormir com o cheiro do eucalipto. Ando a semana toda obcecado com isso, ao fim de semana vingo-me, descarrego nos pedais toda esta vontade, a velocidade aumenta de dia para dia de uma forma vertiginosa, qualquer dia vou conseguir voar, ou talvez já o tenha feito. Agora que as aulas acabaram, vou procurar direccionar este meu desejo para aqueles meus mais antigos, o de descobrir coisas, o de escrever sobre os “trilhos” de outros, sim porque tudo isto – seja arte ou seja andar de bicicleta tem haver com um aspecto muito mais lato, tem haver com a Liberdade e este desejo de conseguir um voou plano, tangencial e completo sobre tudo. Tudo isto tem haver com a descoberta de lugares, são geografias pessoais. Aqui vou voltar a escrever sobre a arte, bicicletas (claro) e outras coisas que nos deixam a flutuar.

Indo eu a caminho de Viseu

uma ideia e iniciativa de Paulo Gonçalves e mais uma aventura que fiz com alguns companheiros de bicicleta. Desta vez fomos, no dia 7 de Junho, de Sernada (Águeda) a Viseu de bicicleta (ida e volta) – cerca de 160 km – pela linha de comboio desactivada do Vouga (vouguinha). Foi uma aventura fantástica na companhia de Paulo Gonçalves (que fez algumas das fotografias), Joaquim Serra, (o outro fotografo de serviço), Alexandre Santos e Filipe Figueira.

mais fotos aqui

 


O filme é do grande cineasta Joaquim Serra