Teoria da conspiração

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Neste ano lectivo o Ministério da Educação resolveu acabar com uma disciplina do currículo do ensino básico e substituir por duas disciplinas retirando também um professor ao par pedagógico.
Acredito vivamente que esta decisão foi encomendada, visto que se torna perigoso uma disciplina com uma forte componente de projecto no ensino básico, os alunos aprenderem a fazer coisas em vez de obedecerem a um programa rigoroso de técnicas (linguisticas ou matemáticas). Há uma necessidade de se criar seres inactivos, consumidores obedientes, gente treinada para responderem bem aos exames e testes, bons e obedientes operários. A disciplina de EVT não era o ideal, foi perdendo ao longo do tempo horas curriculares e os dois professores com formação diferente numa sala de aula nem sempre as coisas corriam como deviam. No entanto havia aspectos muito positivos como a possibilidade de se dar um apoio individualizado necessária ao trabalho de projecto e um trabalho com forte componente artístico. Parece-me que agora as disciplinas tornam-se mais académicas com conteúdos que são obrigatórios e que só são dados através de fichas de trabalho onde existe um domínio da utilização do verbal. Há necessidade que o aluno experimente, erre, utilize as linguagem visual, projecte e deseje formas, faça uma utilização da cor, faça opções estéticas e técnicas que o ajude a saber viver num mundo cada vez mais complexo. Esta opção tomada pelo ME poderá ter sido errada e terá enormes consequências nas gerações futuras. Ao invés desta mudança devia era ter havido outras, como por exemplo: a criação de uma disciplina de expressão dramática, a criação de uma disciplina de expressão corporal e dança, mais horas para educação artística. Poupo-se uns euros com alguns professores de EVT fora do sistema de ensino (provavelmente desempregados) mas ficamos muito mais pobres, visto que vamos ter crianças a chegar ao secundário, mais revoltadas, com menos skills, mais infelizes, com menos capacidade de autocrítica, com menos capacidades de raciocínio, serem menos capazes de fazerem as coisas e comprarem tudo feito.

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