Área de Projecto

As Áreas de Projecto são sempre um penduricalho no currículo (nesse currículo cheio de remendos que temos hoje no ensino). Temos uma vez por semana, ritmo insuficiente para os alunos se envolverem a sério (quando estamos na semana seguinte eles nem se lembram do que fizeram na semana anterior). A chatear, está o facto de se inventar nas escolas umas temáticas muito interessantes (estou a ser irónico). Este ano, na minha escola, resolveu-se trabalhar o tema “2010 ano europeu de combate à pobreza”. Lindo! O que fazer com este tema? Tenho duas Áreas de Projecto. Diria “que dor de cabeça”, mas na verdade já não tenho dores de cabeça por causa disto, já são tantos os problemas na escola que este é só mais um. Verifiquei ao longo do ano que quase todos os meus colegas andam a mandar os alunos fazerem power points. Que bonito com as letras a voarem, de um lado para o outro, depois mais umas imagens, tiradas da net, com pessima resolução, esticadas, que bonito!

Eu e as minhas queridas colegas demos a volta à questão fazendo dois projectos que passo a descrever aqui:

Cozinhar sem esturricar:

“No âmbito da Área de Projecto, que tem como tema global da Escola 2010 – Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, a turma do 5ºG escolheu como subtema “Gerir os recursos económicos na alimentação das famílias”. Esta ideia surgiu uma vez que, nos dias de hoje, as pessoas têm dificuldade em gerir o dinheiro na alimentação.

Este problema, que se enquadra no tema do combate à pobreza, apareceu depois de uma reflexão da turma sobre a forma de ajudar as famílias a alimentarem-se de uma maneira saudável, utilizando poucos recursos económicos. Escolhemos como título do projecto “Cozinhar sem esturricar”.

Para a execução deste projecto, precisámos de calcular as necessidades alimentares e os custos de todos os alimentos, inclusive os alimentos necessários à elaboração de pratos. Para darmos conhecimento do nosso projecto, criámos um blogue que se chama “Cozinhar sem esturricar” e tem a seguinte morada: http://cozinharsem.blogspot.com.”

Diana, André e Beatriz 5ºG

Respigar Imagens

“Significado de Respigar

Apanhar as espigas que os ceifadores não cortaram, ou que ficaram no campo depois da ceifa.

Apanhar áquem e álem; colligir; compilar: respigar notícias históricas.”

Novo Diccionário da Língua Portuguesa Candido de Figueiredo – 1913

Os alunos do 5ºL:

Passearam por Aveiro e procuraram imagens – Indícios de pobreza em Aveiro

Reflectiram sobre os lugares que visitaram

Fizeram textos procurando expressar o que sentiram

Pesquisaram textos que vinham ao encontro das suas vivencias pelos lugares

As Fotos são dos alunos e dos 2 professores (Tiago Carvalho e Isabel Ribeiro)





Faixa

Um trabalho que fizemos com os alunos do 5º G ganhou o 1º prémio de um concurso de faixas escolares. Foi um trabalho agradável de fazer, um pouco apressado. Tentamos colaborar o melhor possível, este 1º prémio é muito bom para os alunos que, embora já estivessem orgulhosos do seu trabalho.
Fica aqui o projecto e o trabalho final. Ver tb aqui.

Projecto de jornal


Esta é capa de um jornal escolar. Além da capa existe um trabalho de paginação de qual eu me dediquei muitas horas. Mais de 50 horas. Estava muito orgulhoso pelo trabalho, principalmente porque existe uma excelente equipa de trabalho a funcionar. Por esta razão acho que há um conjunto de artigos pertinentes e de muita qualidade, este era sem dúvida um jornal que traria alguma novidade. Foi também por causa de uma exigência na qualidade dos artigos, recusando alguns, que o jornal poderá vir a ser suspenso por atentar a “uma liberdade de expressão”, um chavão que serve para tudo. Que pena que as pessoas gastem tanto estas palavras, a liberdade de expressão é demasiado importante para nós usarmos assim para tudo. Precisamos de alguma humildade para aceitarmos algumas das nossas falhas, para tentarmos melhorar. Claro que me sinto completamente arrasado com a situação. Estou um pouco sentido com a impossibilidade de me poder expressar, talvez até escreva isto numa acta, o atentado à minha liberdade de expressão. Talvez não me deva dedicar tantas horas há escola. Vou começar a ir devagarinho, de moliceiro.

Atentados

Dá muito jeito utilizar o Chavão de “Atentados à Liberdade de Expressão” para qualquer situação. Se ao Aluno se diz que tem cumprir regras e que só deve falar depois dos outros falarem e um assunto mais ao menos pertinente à aula o aluno faz queixa do professor que estava “Atentar à Liberdade de Expressão”. Noutro dia que chamei atenção de um aluno porque batia no vidro da janela da minha aula e perturbava o funcionamento da mesma – respondeu-me “A Escola é Pública e por isso eu faço o que quiser”.  Assim pouco clarificados vão alguns conceitos de alunos e pais. Admira-me que possa acontecer com adultos crescidos e diplomados cheios de doutoramentos. Fico triste que com o chavão do “Atentado contra a Liberdade de Expressão” seja uma maneira de manter uma certa mediocridade e derrubar um trabalho de qualidade de pessoas que trabalham mais horas do que são obrigados para bem da causa pública. Assim é típico português que anda com as mãos dos bolsos e diz “não dou a cara por isso” e se alguém dá a cara e muda alguma coisa arranja sempre o chavão que estão “Atentar contra a liberdade de expressão” para que as coisas não mudem muito e mantendo um certo grau de mediocridade. Eu pergunto, que expressão é esta (a expressão atentada)?

Vai de Moliceiro pela ria que é calma sem muitos sobressaltos.

A História da Castanha-de-terra e os 7 gigantes

Existe por ai uma princesa que o pai não é rei e está ausente (foi em campanha de guerra num sonho de conquista), uma madrasta que vive pegada a uma espécie de espelho que fala connosco, um desses espelhos rectangulares que existem em todas as casas em grande número e que emitem sons e imagens. A madrasta perguntava ao espelho TV:

– Espelho meu existe alguém mais feio do que eu?

– Existe sim, a castanha-de-terra, que não é bonita, nem chique, nem tem um telemovel de última geração, nem um cabelo como a menina da Loreal, nem cheira a chanel 5 e nem veste como as da Fashion tv.

Então a madrasta, que quer ser a mais feia de todas, porque não há motivo para ser bonita, porque a vida é só sacrifício e depois há esse espelho, essa droga permitida que nos deixa ausentes da vida, revoltada coloca a Castanha fora do seu pequenino castelo. A castanha-de-terra sozinha na selva encontra um a um os sete gigantes, pensando que estava a concretização de um sonho de menina. O gigantes tornam-se maiores, ocupam espaço e esmaga-na, para que ela não tenha vida e eles ocupam a vida dela. A Castanha-de-terra (não confundir com a Branca-de-neve porque esta é outra história) ouve o que um bruxo tem para lhe dizer e engole a pastilha saborosa e suculenta que o bruxo lhe dá. Com mais umas e outras doses a Castanha-de-terra fica adormecida para sempre porque nesta história não há um príncipe que a beija e a vai salvar deste sonho eterno.

Neste ano Europeu de combate à pobreza histórias como esta repetem-se por todo lado com uma ou outra variante. Um país só é verdadeiramente rico se conseguir que os seus cidadãos possam concretizar os seus sonhos e tenham expectativas sobre a sua vida. Mais que criar infra-estruturas desnecessárias é importante investir verdadeiramente na cultura e na educação. Não é dar Magalhães a todos os Portugueses, sem eles não saberem muito bem o que fazer com eles, ou colocar uma pseudo banda larga nas escolas. É permitir a construção de conteúdos, é criar ofertas educativas e culturais verdadeiramente  significativas à população, é fazer com que as escolas e universidades sejam realmente uma porta aberta para o mundo, criar expectativas ás populações a vários níveis e abrir caminho para que essas expectativas se concretizem. Não a farsa das novas oportunidades que só criou mais frustrações e falsas expectativas.

Irreverência ou a formiga no carreiro


Gosto da irreverência, gosto do exercício da irreverência. Mas por vezes existe um equivoco muito grande deste conceito. Na escola é comum confundirem uma criança mal educada e mimada com uma criança verdadeiramente irreverente. A diferença é grande, vou tentar dizer o que penso desta diferença.

Nós necessitamos, para vivermos em sociedade de cumprir regras. Quando vamos de carro, por exemplo, paramos nas passadeiras para deixarmos passar os peões. Não fazer isso não é um acto de irreverência, é um acto de pouca consciência social associado à falta de civismo. Na sala de aula, tenho vindo a tentar cuidar a situação das regras de trabalho, por respeito a mim e principalmente por respeito aqueles alunos que podem ser mais sensíveis ao caos. Por isso este ano lectivo procurei fazer respeitar as regras. Por exemplo numa aula de guache não permito que os alunos se levantem durante a aula com um godé ou pincel com guache visto que este pode cair em cima do trabalho dos colegas. Por vezes existem alunos que tem alguma dificuldade em compreenderem o exercício da cidadania com esta e outras regras. Então, habituados que estão a viverem sem muitas regras, não as querem cumprir. Os acidentes acontecem, por vezes perturbando os outros. O que me interessa referir aqui é que existe esta ideia reafirmada que este tipo de atitude é pura irreverência (alguns pais exibem com orgulho esta forma de estar), por vezes dizem que a escola tenta moldar a criança. Talvez seja verdade, mas os alunos verdadeiramente irreverentes existem, eles são pessoas sensíveis, criativas, originais, detestam situações de caos e mostram a sua inteligência de outra maneira. Percebemos nos diálogos, na qualidade das intervenções, no sentido de humor (não estereotipado), no desenvolvimento do seu trabalho. Por vezes, os pseudo irreverentes, não chegam aqui, ficam a ver os morangos com açúcar e os anúncios do sumol, convencidos da sua irreverência andam como formigas no carreiro. Gosto de todos, porque acredito que ainda se possa fazer alguma coisa e não desisto mesmo que o caminho seja sinuoso.

Comentário de Isabel Ribeiro

Transcrevo aqui o comentário da Minha Colega e amiga Isabel Ribeiro porque por ser amarelo e oportuno para este blogue: “Estou a ficar confusa, mesmo muito baralhada. E desta feita, tenho a certeza que é da idade, dos conhecimentos que tenho adquirido, porque a eles estou aberta e dos comportamentos que tenho observado, porque a eles estou atenta e preocupada…
Qualquer pai/mãe, conscientes do seu papel de educadores, terão o bom senso de dizer “não” às suas crias, quando essa for a solução que entendam por mais correcta na educação das mesmas.
Sou mãe de uma filha com 32 anos. Tarefa árdua, a de educar, muito particularmente, se se tem de dizer “não”. Foi necessário fazê-lo algumas vezes e não me arrependi de nenhuma, por mais que me doesse o coração no momento. O mesmo aconteceu com o pai. Ainda bem que não banimos a tal palavrinha incómoda.
Acontece que observo nas crianças e jovens que chegam à escola que o “não” é para ser usado por eles e a seu belo prazer… Desconhecem a palavra, seu significado, sua força. O “não” de um professor é desprezado, ignorado, ridicularizado.
Chegam-nos, com frequência, relatórios de psicólogos que nada acrescentam ao que já observámos, nós os professores, que trabalhamos com os alunos num contexto de trabalho real, autêntico e natural, dia após dia, mês após mês – na sala de aula, em contexto turma, temos uma visão mais alargada das problemáticas que os jovens possam apresentar. Não me queiram convencer de que observar um aluno isoladamente do grupo num gabinete é o mesmo. Não é. De todo. Constam muitas vezes nesses relatórios directrizes para os professores, referências ao trabalho a fazer na aula, etc, etc.
Será que estes psicólogos estão na posse de um curso vocacionado para o ensino, que lhes permite tanta segurança nas opiniões emitidas? Será que têm uma pequena ideia dos conteúdos a trabalhar, da metodologia a seguir e das estratégias a utilizar nas diferentes áreas? Será que sabem o que é trabalhar com turmas de 26 alunos que apresentam uma enorme heterogeneidade? Será…? Ou será… “um tiro no escuro”?
Sem dúvida, que a Psicologia está a mudar em Portugal, ao sabor das mudanças preconizadas por outros estudiosos da área no estrangeiro. Ordem natural das coisas, a que já tão habituados estamos. E tem mesmo de mudar, porque a sociedade está em constante estado de convulsão e de mutação, a um ritmo alucinante. Urge a mudança de mentalidades, incluindo a dos pais, dos alunos, dos psicólogos e dos professores, dos políticos…De todos.” Isabel Ribeiro

Mantêm-te manipulável

Hoje num super mercado uma criancinha berrava aos pais “eu quero gelatina”, os pais disseram um não enfraquecido, então a criança gritou ainda mais alto e os pais, para não passarem vergonha, lá deram a gelatina a pobre criancinha que sofria por não ter gelatina. Gelatina é barata, mas quando a pobre criancinha quiser uns sapatos da nike, um carro ou um apartamento na Boavista, os pais vão dar, mesmo que tenham que fazer algum grande sacrifício, porque a criancinha assim deseja. E dizem os psicólogos que não podemos contrariar os desejos das criancinhas. Acredito piamente que se nós ouvirmos demasiado o que os psicólogos acabamos numa cama num hospital psiquiátrico. As crianças, os adolescentes têm que aprender a compreender os seus desejos, qual a sua fonte, quais os desejos que realmente valem a pena, saber optar entre um desejo e outro para realmente se sentirem felizes. Na “Era do Vazio” Gilles Lipovetsky esclarece-nos que estamos embutidos num ambiente de economia liberal e que muitas das nossas ideias, a nossa forma de estar, os nossos desejos são fruto dessa cultura, de uma manipulação para nos venderem coisas.

Quando realmente somos originais? Qual destes meninos são realmente originais? Que bom sermos irreverentes, mas será que somos mesmo irreverentes? Ou somos mesmo um produto publicitário de irreverência? Uma norma de irreverência? Além de mais se fossemos irreverentes não bebíamos Sumol, nem coca-cola. Talvez bebíamos água do poço.

Ovo da Páscoa


Este ano, com o 6ºE, fizemos um ovo da Páscoa. Um ovo reutilizado, que é para ser mais ecológico. Primeiro a turma aprendeu a fazer um óvulo, depois eu mostrei a minha maqueta do ovo e os alunos disseram “não conseguimos fazer isso”, então eu desmontei tudo e ele viram que era tudo muito simples e que talvez conseguissem. Fizemos cálculos, estipulamos relações e fizemos todos um ovo pequeno de avestruz. Depois, os que acabavam primeiro, iam ajudando na construção de um ovo de dinossauro, o Ovo do “Dinossauro Excelentíssimo” evocando o José Cardoso Pires. Acho que os meus alunos estão convencidos que conseguem tudo, ir até ao infinito ou “puxar o infinito para si” como diz o Grande Poeta José Fanha. Claro que conseguimos fazer isto porque a turma é muito interessada e participativa.




Ikea, Mcdonalds e outras coisas.

ikeaEste Domingo estive a montar uns moveis do ikea. Coisa que nos deixa com o ego em cima. No final fiquei orgulhoso do meu trabalho, como se fosse eu que os tivesse feito. No entanto qualquer criança dos 12 anos fazia. Todas as instruções estão dadas e os desenhos ilustram tudo como se faz. Vivemos num tempo de instruções fáceis, sem lugar para experimentalismo, nada de aventuras, tudo seguro, tudo formatado, tudo obedecendo a todos critérios de qualidade e a todas as normas inventadas para que ninguém saia do risco. Por isso é que é muito difícil entender e gostar da arte contemporânea, porque tem um carácter essencialmente experimental. Porque diverge muito das mínimas possibilidades que nos oferecem. Qualquer dia pouco sabemos, o nosso exercício mais intelectual será montar o móvel do ikea e o nosso desejo gustativo será ir comer um hamburger ao Mcdonalds. Qualquer dia …

Abordagem artística a José de Guimarães

DSCF6197Foi divertido o que fizemos com os 5º anos. Partimos da obra de José de Guimarães e viajamos por ai. O resultado está exposto na escola. Atenção estão expostos todos os trabalhos. A minha turma do 5ºA partimos numa aventura maior, criamos objectos grandes. Foi trabalhoso, mas gratificante. Foi fantástico. Orgulho-me destes meus alunos, sei que são os melhores alunos.  A exposição foi montada pela Professora Fernanda, Professora Carla, Professora Isabel e eu que me chamo Tiago.
DSCF6192O trabalho do Frederico

DSCF6199Novamente o trabalho do Frederico.

DSCF6193 O Gonçalo fez este grito.
DSCF6194 A Iara fez este desejo de mar, de uma ilha tropical
DSCF6200 A Margarida.
DSCF6205 O Alexandre.

Estes foram alguns dos muitos que fizeram coisas interessantes. Os outros preferiram as pinturas, também muito valiosas. Destaco aqui estes porque os alunos deram a alma e coração por elas. Estou orgulhoso.

Área de Projecto 6ºA

DSCF6185Este ano tive duas turmas especialmente mais difíceis. Ao 6ºA calou-me, com a minha colega Teresa de CN, Área de Projecto. Que foi uma coisa timidamente inventada à uns anos por outro governo do PS. Seria fantástico se fosse duas a três aulas por semana, para os alunos se envolverem, mas uma vez por semana é um peso para os alunos e professores e por vezes ninguém se envolve. Este ano, nesta turma, achamos que era importante fazer algo essencialmente prático. Resolvemos pintar os bebedouros e caixotes de lixo que estavam num estado degradado. Claro que houve alunos que se envolveram a sério e a maioria que deu cabo da cabeça aos professores, pintaram tudo menos os bebedouros, até um corrimão encontrámos pintado de branco. Foi tramado, saltou-me a tampa vezes de mais. Não sei o que posso fazer mais, tenho a sensação que as pessoas que dizem que conseguem, apenas deixam as coisas andar, até acabar o ano. Claro que seria mais fácil ficar na aula a dar umas fichas de trabalho. Mas eu gosto de trabalho prático, estou farto dos teóricos e teorias, gosto de fazer coisas. Acredito que fazer coisas é mais construtivo. Assim foi este projecto, que partiu de ideias dos alunos, medimos, desenhamos, fizemos estudos de cor, calculamos as áreas de pintura, convertemos em litros e depois pintamos. Eu tenho orgulho nestes alunos que se envolveram, tenho pena de não ter conseguido envolver todos. Um dia talvez consiga-o. Talvez. Ai serei melhor professor. Mas também não vou fazer ilusionismo, não vou.
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Antes

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Antes

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