Arte Nova

A Arte Nova implantou o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX:

  • Rompeu com as tradições historicistas e ecléticas da arquitetura académica;
  • Conjugou as inovações técnicas e construtivas da engenharia do seu tempo com as elevadas exigências formais e estéticas dos arquitetos;
  • Nível técnico: Adotou os sistemas, as técnicas e os materiais próprios da engenharia – como o ferro, o vidro, o aço, o betão e o betão armado – utilizando-os como materiais estruturais e de acabamento, e tirando partido deles pelas suas capacidades expressivas e maleabilidade.
  • Nível formal: partiu de plantas livres, distribuindo as dependências de uma forma funcional e favoreceu os volumes irregulares e assimétricos, as superfícies sinuosas e movimentadas, com fachadas onde o vidro ganhava maior superfície.
  • Nível estético:
  1. Preocupou-se excessivamente com a ornamentação, no exterior e no interior, não a conseguindo dissociar da arquitetura, sendo exagerado na quantidade;
  2. Volumétrico ou bidimensional, estilizado ou geometrizado no desenho;
  3. Sinuoso, movimentado e expressivo na linguagem plástica;
  4. Imaginativo, naturalista, orgânico, simbólico e poético nas temáticas, com a intenção de criar ambientes elegantes e refinados onde nenhum pormenor era descuidado.

Orientados pelo princípio da “unidade das artes”, os arquitetos da Arte Nova foram simultaneamente artesãos-designers que criaram, para além de edifícios, móveis, louças, papéis de parede e outros objetos de decoração. A importância e o peso da decoração não impediram que esta se aliasse à função do edifício e fizesse parte da sua estrutura. Estas características gerais foram utilizadas em várias tipologias urbanas – prédios, moradias, hotéis, bancos, lojas, edifícios públicos e administrativos, teatros, museus, igrejas, gares, etc., tendo várias particularidades dependendo do seu país de origem.

Duas tendências:

  1. A que aplica os novos materiais e os sistemas construtivos modernos, colocando uma maior preocupação na estética ornamental, floral, curvilínea e naturalista;
  2. A que seguiu a vertente mais racionalista, mais estrutural, geométrica e funcionalista, sem deixar o ornamento, mas tratando-o de uma forma mais contida

 

Abrangeu diferentes escolas regionais e diferentes designações:

  • Modern Style (Inglaterra)
  • Art Nouveau (França e Bélgica)
  • Jugendstile (Alemanha)
  • Sezession (Áustria)
  • Liberty e Floreale (Itália)
  • Modernismo (Espanha)

 

Artistas principais e países:

BÉLGICA • Victor Horta • Henry van de Velde

FRANÇA • Castel Béranger

ESPANHA • Luís Domenech i Montaner • Antoní Gaudí

ESCÓCIA • Charles Rennie Mackintosh

ÁUSTRIA • J. Maria Ölbrich • Joseph Hoffmann

EUA • William LeBaron • Frank Lloyd Wright

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O Movimento Arts and Crafts

arts-craftsStrawberry Thief printed textile designed by William Morris.

O Movimento Arts and Crafts nasce em Inglaterra c. de 1860, como reação contra a influência da industrialização na arte, tentando que existisse uma separação total entre elas e que a criação artística e a execução técnica permanecessem ligadas.

Teve como mentores John Ruskin (1819-1900) e William Morris (1834-1896), que lutaram por uma arte pura, assente na criação e na conceção individual, na originalidade e no bom gosto, e cujos princípios gerais deveriam ser aplicados a todas as modalidades artísticas, ou seja, sem distinção entre artes maiores e artes menores, já que todas eram merecedoras de igual qualidade plástica.

Para que isto acontecesse os artistas deveriam:

  • Rejeitar os processos industriais e os seus materiais;
  • Regressar ao processo criativo da Idade Média,
  • Uso de materiais naturais
  • Fabrico de peças únicas e originais, pelo método artesanal, seguindo o exemplo do folclore e tradições populares de cada país.

Foi sob a influência destas ideias que se nortearam a Arte Nova e o Design.

Os Pós-impressionistas (Toulouse-Lautrec)

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

Toulouse-Lautrec, um artista que distribuiu a sua acção pela pintura, pelas artes gráficas (cartaz, publicidade) e pela cenografia. A sua arte caracteriza-se pelo desenho linear, delicadoe flexível, pela pincelada livre e pela temática da vida noturna e boémia de Paris no período da belle époque. A sua expressão formal, movimentada, sinuosa e rítmica aproxima-se da estética da Arte Nova de que é contemporâneo.

Os Pós-impressionistas (Paul Gauguin)

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

O Simbolista Paul Gauguin que trabalhou na Bretanha francesa e na Polinésia (Taiti e Ilhas Marquesas) praticando uma pintura que, usando temáticas do mundo visível, pretendia ser o veículo para atingir as realidades invisíveis (espirituais, metafísicas) da alma humana, daí ser chamado de simbolista. A sua execução ficou marcada por algumas inovações como: a sintetização da cor e da forma (sintetismo), esta rodeada pela linha de contorno a negro (cloisonismo); a acentuada bidimensionalidade; e o decorativismo das composições dado pela cor antinaturalista e enigmática, e pelas formas sinuosas. O simbolismo de Gauguin foi continuado por dois grupos de pintores: a “escola” de Pont-Aven (Bretanha) e os Nabis (Profetas) que trabalhavam em Paris. Contudo, o simbolismo do último quartel do século XIX foi também praticado por um grupo independente de autores como Puvis de Chavannes, Gustave Moreau e Odilon Redon;

 

Os Pós-impressionistas (Paul Cézanne )

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

Paul Cézanne que após uma incursão pelo Impressionismo enverdou por uma pintura mais objetiva e cerebral, com o motivo à vista, mas executada com uma pincelada curta e orientada que modelava a forma, aproximando-a da estrutura geométrica subjacente. Usou uma paleta “aberta”, onde predomina os tons azuis, verdes e ocres. Pintou retratos, paisagens e naturezas-mortas, onde por vezes praticou perspetivas múltiplas. Estas características fizeram dele um precursor do Cubismo.

Os Pós-impressionistas (Van Gogh)

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

Vicente Van Gogh praticou uma pintura de temática do mundo visível (paisagens, cenas sociais, retratos e autorretratos), executada em pinceladas fragmentadas, empastadas de tinta, num desenho infantil e com colorido arbitrário, vibrante e contrastante, carregado de expressão. Mais do que representar o motivo, as telas de Van Gogh expressam os sentimentos do autor no momento da captação do motivo/tema. Daí a sua arte ter sido considerada antecessora do movimento expressionista;

Neoimpressionismo

  • George Seurat perante as criticas e tenta corrigir o Impressionismo, criando o Neoimpressionismo
  • O Neoimpressionismo foi um movimento de curta duração e com poucos participantes
  • Baseava-se num novo método encontrado por Saurat para praticar os princípios do Impressionismo de forma cientifica e rigorosa (divisionismo e/ou pontilhismo);
  • Caracterizava-se pelo uso de pinceladas reduzidas e minúsculos pontos de cor pura, colocados na tela rigorosamente justapostos, sem nunca se misturarem, fazendo apelo à síntese ótica no olho do observador.
  • Este método matemático e rigoroso nunca sobrepunha tons (evitando a cor “suja” dos impressionistas).
  • Conseguiam trabalhar o claro-escuro, conferir nitidez às formas e dar mais brilho às cores.
  • Respeito pelas regras clássicas da composição e da perspetiva.
  • Pintura era mais lenta e racional, mas também mais rigorosa e cientifica.

800px-A_Sunday_on_La_Grande_Jatte,_Georges_Seurat,_1884A Sunday on La Grande Jatte (1884-6) de Georges Seurat

Impressionismo

  • O Impressionismo foi uma corrente pictórica que teve a sua génese na década de 1860-70, em paris.
  • 1874 na 1ª exposição do grupo.
  • Marcou uma rutura com o academismo vigente.
  • Surge da reflexão sobre a fotografia e o papel das artes plásticas (pintura) na sociedade.
  • Cenas sociais, paisagens, retratos individuais e de grupo.
  • Todos retirados do mundo visível e captados no momento.
  • Inventaram um método novo de pintura executaram a pintura apenas com a cor, usando só cores puras, tiradas diretamente dos tubos e aplicadas em pinceladas curtas, fragmentadas, colocadas justapostas na tela.
  • Tiveram em conta os mais recentes estudos sobre a Física Ótica (novas concepções sobre o comportamento da luz e sobre percepção humana) e sobre a Teoria da Cor
  • Os quadros comunicavam essencialmente pelas sensações e emoções plásticas que provocavam, pelo aspeto fluido e Dinâmico das suas formas e pelo colorido vibrante e aberto.
  • Artisttas Claude Monet, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Edgar Degas, Alfred Sisley, Édouard Manet não alinhou nas exposições do grupo, mas foi um mentor importante, tendo sido ele a realizar a transição entre Realismo e Impressionismo.Claude_Monet,_Impression,_soleil_levant,_1872Claude Monet Pierre-Auguste_Renoir,_Le_Moulin_de_la_GaletteAuguste Renoir

Talvez um dia…

Talvez um dia este blogue volte a falar. Está parado porque há demasiado barulho e ninguém ouve nada. Demasiadas coisas, demasiadas escolhas, tantas que deixa-se de ver, de ler, de contemplar. Há muitas imagens, a poesia densa-se de tal forma que deixa de haver poesia. Quem me dera só ter um livro para ler, um de cada vez. Talvez um dia…