Pop Art

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Campbell’s Soup de Andy Warhol

A década de 60 do século XX marcou uma viragem na arte ocidental. Numa sociedade caracterizada essencialmente pelo consumo, a arte surgiu como reflexo das novas formas de relacionamento social, onde determinados objetos e imagens se impunham como ícones, através da publicidade e dos media Foi desses objetos imagens que se serviu Andy Warhol para formular a essência da Pop.

Como movimento, a Pop Art:

  • Surgiu nos finais da década de 50, em cidades como Nova lorque (EUA) e Londres (lnglaterra), mas teve o seu apogeu nos anos 60.
  • Continuando sempre ligada ao mundo urbano, industrial e capitalista da cultura ocidental.
  • Apresentou-se, desde o inicio, como uma reação contra a subjetividade e a demasiada intelectualização dos movimentos anteriores, isto é, do lnformalismo e do Expressionismo Abstrato.
  • A Pop Art propunha-se religar a arte a vida, ao quotidiano da época, exaltando a modernidade do seu tempo a sociedade de consumo e de massas com seus hábitos e valores
  • Ela faz o retrato do seu tempo, confrontando a sociedade com a sua própria imagem. Contudo, ao faze-lo, tornou-se proclamador dos novos valores: a recusa dos preconceitos e tabus da mentalidade tradicional, o desrespeito pelas antigas hierarquias e o desejo de liberdade individual.
  • Pode-se dizer que a Pop Art foi também provocatória ao mostrar a sociedade de consumo, materialista e capitalista, ao mesmo tempo que a exalta e aceita (a Pop Art nao rejeitou o mercado, antes o procura), também a critica.

 

A Temática

  • A temática pop recaiu maioritariamente sobre figuras/personalidades, ou objetos e atos do quotidiano urbano das sociedades industrializadas que usa como símbolos ou signos dessa mesma sociedade. Vai busca-los aos jornais, às revistas, à publicidade, à banda desenhada e até ao cinema, e utiliza principalmente os mais populares, isto é, os mais frequentes e vulgarizados e, consequentemente, aqueles cuja imagem já se tornou banal e comum.
  • Opondo-se ao Abstraccionismo, a PopArt usou estes temas numa linguagem figurativa de concretização realista facilmente entendida por todos.

 

 

Em termos formais

  • Recorreu a processos mecânicos e/ou semi-mecânicos como a serigrafia ou a fotografia, voltou a usar as colagens e as fotomontagens e revalorizou os ready-mades (influencias cubistas,                                                                                                       dadaistas e surrealistas).
  • Valorizou também o colorido e a policromia que usou de modo quase kitsch (= banal, de mau gosto, etc.) e usou, sobretudo no design, materiais modernos e industriais como plásticos e acrílicos.
  • Pela sua linguagem plástica, as obras pop passam, em geral, sensações de impessoalidade (já que, na maioria dos casos, o artista não realizou pela sua mão o motivo), trivialidade/banalidade, frieza, objetividade, alienação ironia e farsa.
  • A intencionalidade reside na criação de uma linguagem impessoal e “universal” como as da                                                                                                             fotografia e da publicidade

 

Foram expoentes da Pop Art: em lnglaterra, Peter Blake, Richard Hamilton, David Hockney e Allen Jones; nos EUA, Robert Rauschenberg, Jasper Jones, Jim Dine, Roy Lichenstein, James Rosenquist e Andy Warhol, este ultimo a figura mais conhecida e controversa da Pop Art.

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