Futurismo

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Carlo Carrà – Il Ciclista

  • O Futurismo foi um movimento cultural (literário e artístico);
  • Instituiu em 1909 e se prolongou até à segunda guerra mundial;
  • Surgiu com a publicação do Manifesto Futurista do poeta Marinetti;
  • Nasceu da contestação e da revolta contra a tradição, o imobilismo cultural e os preconceitos morais;
  • Propôs uma adaptação revolucionária à era da industrialização e da máquina, exaltando a ação, a coragem e o dinamismo;
  • Mais do que uma proposta para um programa artístico, o Futurismo foi uma filosofia de vida que envolveu os artistas até nos atos da sua vida pessoal.

 

Características gerais:

  • Desvalorização da tradição e do moralismo;
  • Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;
  • Propaganda como principal forma de comunicação;
  • Uso de onomatopeias (palavras com sonoridade que imitam ruídos, vozes, sons de objetos) nas poesias;
  • Poesias com uso de frases fragmentadas para passar a ideia de velocidade;
  • Pinturas com uso de cores vivas e contrastes. Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a ideia de movimento e dinamismo.

 

Nas artes plásticas o Futurismo evoluiu em três períodos os fases:

  • A primeira decorreu de 1909/10 à primeira Grande Guerra (1914) e foi a formação e definição do movimento em Itália, país onde teve início;
  • A segunda ocupa o período entre as duas Guerras mundiais (1914-1939) e foi a fase de alargamento dos princípios futuristas a outras modalidades plásticas como o design industrial, o estilismo e o cinema;
  • A terceira fase (de 1947 a 1950) restringe-se à frança onde houve uma breve tentativa de restabelecer esta corrente.

 

Nas artes plásticas o Futurismo caracterizou-se:

  • Pela prática de temáticas inovadoras, símbolos da vida moderna e do futuro como: a vida ruidosa das cidades; as máquinas em funcionamento; a luz elétrica e os seus efeitos; a guerra; o cinema e outras;
  • Pela decomposição geométrica das formas, através de linhas quebradas em ângulos agudos (mais dinâmicos) e/ou curvas sinuosas;
  • Pela prática da simultaneidade dos planos para obter efeitos de movimento (como se fosse uma sequencia fílmica);
  • Pela utilização de linhas de cores puras, ortogonais, angulares ou espiraladas, que atravessam as telas à semelhança de raios luminosos, simulando o movimento ou a decomposição da luz na atmosfera;
  • Pelo uso de cores fortemente contrastadas, estridentes e violentas;
  • Pela prática, em alguns casos, do método divisionista na aplicação da cor.

O futurismo italiano teve como principais cultores os pintores Giacomo Balla, Carlo Carrá, Luigi Russolo, Gino Severini e Umberto Boccioni.

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Cubismo (1907-1914)

 

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Les demoiselles d’Avignon de Pablo Picasso

  • O Cubismo foi um movimento pictórico que constituiu uma das primeiras vanguardas plásticas do século XX.
  • É considerado uma das raízes estéticas da arte abstrata.
  • Defendeu uma pintura pura, cerebral e conceptual que elaborou a reconstrução lógica e geométrica das formas da natureza e não a sua cópia.
  • Propôs novos modos de representação dos espaços e das formas com base na invenção plástica e em pressupostos teóricos-científicos como as novas geometrias não-euclidianas e as mais recentes descobertas da física (teoria da relatividade e o seu conceito de 4ª dimensão).
  • Foi um movimento que valorizou os aspetos técnico-formais e conceptuais da execução pictórica.
  • O cubismo tem como antecedentes Paul Cézanne e a sua concepção de pintura enquanto reconstrução lógica e geométrica da natureza.
  • Tem como inspiração a arte africana.
  • Os criadores do cubismo foram os pintores Georges Braque e Pablo Picasso, mais tarde seguidos por por um grupo de artistas que com eles contactou em Paris (Albert Gleiizes, Jean Metzinger, Francis Picabia, Juan Gris, Marcel Duchamp, Robert Delaunay, etc.)

 

O cubismo evoluiu em três fases distintas:

  • A 1ª fase foi a cezanniana (ou cezanista) que decorreu entre 1907 e 1909:
  • Práticas temáticas de paisagem e figura humana em ateliê;
  • Representação racional e geométrica das formas, delineadas por linhas de contorno quebradas;
  • Manutenção de volumes;
  • Existência de perspetivas múltiplas com desdobramento de planos;
  • Rostos simplificados ou em máscara;
  • Redução da paleta cromática;
  • O inicio desta fase deu-se com o obra “As meninas de Avinhão” de Picasso
  • A 2ª fase foi a fase analítica que foi a mais representativa do cubismo e decorreu entre 1909 e 1912:
  • Temáticas de atelier como retratos e naturezas-mortas;
  • Acentuada geometrização das formas desdobradas em múltiplos planos (pela prática de perspetivas múltiplas) totalmente achatados;
  • Anulação dos fundos (o motivo invade a superfície do quadro e confunde-se com os fundos);
  • Total bidimensionalidade;
  • Bicromia (uso exclusivo dos cinzentos e ocres);
  • Visão simultânea e multifacetada dos vários planos do motivo observado, fazendo com que o mesmo pareça implodido na tela e daí praticamente irreconhecível pelo observador;
  • Muitos classificaram esta fase do cubismo como abstrata, por não ser visível a figuração, no entanto não era essa a intenção dos seus autores.
  • A 3ª fase foi a fase sintética que se estendeu de 1912 a 1914;
  • Representa um recuo em relação à 2ª fase com o objetivo de tornar os motivos (naturezas-mortas, grupos de figuras e retratos) mais reconhecíveis;
  • As formas geometrizadas e planificadas mas estão agora representadas em menor número de planos ou pontos de vista;
  • Retoma-se a policromia;
  • Emprego de objetos reais tridimensionais (como areias, alfinetes, recortes de jornal, pautas de música, e outros) sobre a superfície do quadro, por meio de colagem.

A pintura cubista, embora de pouca duração, teve consequências duradouras. A sua plástica criou uma nova estética que influenciou a produção artística na escultura (aparecimento da escultura abstrata), na arquitetura, no design e no estilismo, marcou o Futurismo e acelerou o aparecimento do Abstracionismo.

Dadaísmo

Fonte-urinol-Marcel-Duchamp-1917A fonte de Marcel Duchamp

9c1e3f492887166eb7dec1c46affad81Auto-retrato de Raul Hausmann

  • Foi um movimento cultural de grande abrangência (pois envolveu a literatura, a pintura, a escultura, o teatro, a fotografia e o cinema);
  • Surgiu durante a 1ª guerra mundial, em Zurique, na Suíça e em Nova Iorque quase em simultâneo;
  • A iniciativa veio de um grupo de intelectuais que se haviam refugiado da guerra nestas cidades neutrais;
  • O Cabaret Voltaire era um clube artístico localizado em Zurique, no qual havia um teatro e uma sala de exposições e conferências, onde os dadaístas passaram a se reunir, a partir de 1915;
  • Após a guerra o movimento foi alargado para outras cidades (Barcelona, Colónia, Hanôver, Berlim e Paris.
  • Movimento liderado por Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp;
  • O nome do movimento – que deriva da palavra “dada”, encontrada ao folear ao acaso o dicionário – expressa exatamente essa noção de nomsense que estes artistas proclamavam.

 

Conceptualmente:

  • Foi uma reação às sociedades burguesas e capitalistas e à cultura que elas defendiam;
  • Essa reação foi motivada pela revolta contra os grandes sofrimentos causados pela guerra, os quais o Dadaísmo queria tornar visíveis e culpalizar os sistemas sociopolíticos vigentes.
  • Proclamava também o vazio espiritual e o sentimento de absurdo que a guerra instalara, tornando obsoletos todos os valores da cultura tradicional;
  • Os autores dadaístas acreditavam que, para construir uma nova sociedade, era necessário começar a destruir a que já existia, defendendo a ideia de que pela destruição também se cria.

Caracterizava-se:

  • Usar técnicas provocatórias, quase todas inovadoras e outras inspiradas no cubismo;
  • Na pintura misturou colagens e objetos encontrados (=objects trouvés);
  • Usou a fotomontagem, assemblages (colagens com objetos e materiais tridimensionais) e ainda rayographs (impressão do papel de fotografia pela luz);
  • Na fotografia manipulou fotos em laboratório;
  • Na escultura usou assemblages e inventou o ready-mades (peças já feitas, não manipuladas pelo artista, que privilegiam a intenção conceptual, o conteúdo intrínseco, em detrimento da forma), contribuindo para revolucionar e modernizar os conceitos escultóricos;

Temática:

  • Recorreram a assuntos provocatórios;
  • Exploraram conteúdos insólitos, incongruentes e aparentemente sem sentido (nomsense);
  • A arte dadaísta pretendeu inquietar e provocar o público, afrontando os conceitos tradicionais sobre arte, pondo-os em causa;´
  • O objetivo era promover a consciencialização da noção de absurdo e de vazio que pairava por detrás deles;
  • Ao contestar o conceito tradicional de arte os dadaístas chegaram mesmo à sua negação, afirmando que a verdadeira arte era antiarte;
  • Chegaram afirmar que a arte só tinha lugar na nova sociedade se fosse útil;

O dadaísmo não foi entendido pelo público em geral, mas teve consequências culturais e artísticas importantes:

  • Promoveu a discussão em torno do ensino das artes – tendo como reflexo na escola da Bauhaus;
  • Contribuiu para a evolução do conceito de arte e para o aparecimento de novas modalidades;
  • Influencia conceptualmente, com técnicas, estéticas e outros movimentos como o surrealismo, o New Dada, o Informalismo, a arte conceptual e Povera.

Entre os artistas ligadas a este movimento são: Raul Hausmann; Hugo Ball; Kurt Schiwitters; Francis Picabia; Man Ray e Marcel Duchamp, o criador/inventor do ready-made.

Der Blaue Reiter

O segundo grupo dos expressionistas – O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter, em alemão), formou-se em 1910 na cidade de Munique e desfez-se em 1914, no início da primeira Grande Guerra. O seu fundador principal foi o Russo Wassily Kandinsky, ao qual se juntaram Paul Klee, Franz Marc e Auguste Macke, entre outros.

Características

  • Execução técnica-formal mais refletida e pensada;
  • Grande simplicidade de meios;
  • Valorização da cor e da mancha cromática na construção das formas que aparecem sintetizadas e/ou geometrizadas, com tendência para uma progressiva abstratização dos motivos;
  • Uso das cores antinaturais, mas claras e líricas, com sentido de harmonia;
  • Composições equilibradas, orientadas maioritariamente por linhas circulares e sinuosas, segundo ritmos musicais;
  • Uma expressividade mais lírica e suave, cujo a tónica reside numa emotividade calma e no sentido mágica e místico das cores e ritmos.

Temas

  • Os pintores deste grupo concebiam a arte como expressão das suas experiências pessoais de vida, em contacto com o Homem e a Natureza
  • Temas ligados à paisagem campestre e urbana com cenas sociais incluídas, ou cenas da vida animal. Em suma, temáticas naturalistas de sentido alegórico;
  • O seu objetivo era expressar na Arte a reflexão pessoal sobre a vida e o Mundo num sentido mais lírico e poético.

Die Brücke

karl-schmidt-rottluff-self-portrait-with-monocule1Self portrait with monocle 1910 Karl Schmidt-Rottluff

Primeiro grupo dos expressionistas  – A Ponte (Die Brücke, em alemão) que se formou na cidade de Dresden em 1905 e perdurou até 1913. Teve como fundadores Ernst Kirchner, Erich Heckel, Otto Müller, Max Pechstein e Schmidt-Rottluff.

Características:

  • Imediatismo e espontaneidade no processo de criação;
  • Predomínio no desenho sobre a cor;
  • Uso de desenho grosseiro, anguloso, infantil e deformante;
  • Formas naturalistas, simplificadas e rostos caricaturados ou em máscaras;
  • Cores antinaturais, sem modelado, fortemente contrastadas, ora estridentes e gritantes, ora soturnas e sujas;
  • Composições em desequilíbrio, com erros de despectiva, ou ausência dela, fundos lisos e neutros.

Motivos

  • Temática da vida social, ou da vida íntima, à mistura com retratos e autorretratos, todos retirados da contemporaneidade do pintor e com incidência na vida burguesa;
  • As personagens são mais importantes do que os cenários;
  • Uma expressividade acentuada, que põe a tónica na agressividade, no sofrimento, na violência, na raiva, na insatisfação e no desconforto.
  • Intenção é desvendar e dar a conhecer a alma humana em toda a sua verdade interior, mesmo que que isso afronte a própria sociedade e choque o público.

Expressionismo

Kirchner_-_Fränzi_vor_geschnitztem_StuhlFränzi perante uma cadeira talhada (1910), de Ernst Ludwig Kirchner.

  • Movimento contemporâneo do Fauvismo;
  • Foi uma das tendências artísticas mais longas do século XX que durou até ao aos finais da segunda guerra mundial (1945), embora os grupos fundadores deste primeiro expressionismo tenham durado até 1914;
  • Movimento muito abrangente envolvendo a área da pintura, escultura, arquitetura, literatura, musica e cinema;
  • Nasceu na Alemanha por oposição ao impressionismo e pós-impressionismo;
  • O seu nome indica que é uma arte de “dentro para fora”, uma arte da alma, que pretende revelar o espírito humano, os sentimentos, os medos, as angustias, as ansiedades, a fragilidade, o lado caricato e o grotesco;
  • O expressionismo foi uma arte comprometida com o Homem e com a denúncia social e politica;

O Expressionismo foi o reflexo do momento histórico que se vivia na Alemanha, onde a industrialização acelerada e as tendências imperialistas haviam provocado um desenraizamento das populações campesinas e do modo de vida tradicional, tinham feito crescer as cidades onde a miséria operária era cada vez mais visível e a marginalidade aumentava, havendo uma degradação dos valores;

Fauvismo

derain_la_danzaA Dança de André Derain 1906

  • O Fauvismo foi o primeiro movimento estético do século XX
  • Foi o mais curto
  • Nasceu das pesquisas cromáticas realizadas pelos pintores Henri Matisse, Albert
  • Marquet, Derain e Vlaminck
  • Oficializou-se na exposição do Salão de Outono de 1905, em Paris onde recebeu o nome.
  • O nome deriva da palavra francesa “Fauve” que significa “fera”

Ideologicamente o Fauvismo fez:

  • Rejeição teórica de todas as tendências artísticas anteriores
  • Rejeição de todos os convencionalismos na pintura (embora deriva de muitas conquistas pós-impressionistas como Van Gogh, Cézanne e Gauguin).
  • A rejeição era justificada pela demasiada fidelidade ao mundo visível e demasiada intelectualização.
  • Negaram a intelectualização na Arte.
  • Valorizaram os elementos plásticos da linguagem pictórica e pela sua função decorativa, estética.
  • Promoveram a total autonomia da arte em relação ao real.

 

Características:

  • Fizeram uma pintura instintiva que fosse a expressão espontânea das emoções;
  • Usaram cores fortes e puras, sintéticas – isto é sem modelado e planas – em harmonias e contrastes;
  • Simplificaram/sintetizaram as formas, distorcendo volumes e perspetivas;
  • Assumiram a bidimensionalidade dos quadros, aproximando os planos
  • Introduziram nas composições linhas sinuosas, aplicadas como arabescos decorativos, com carácter lírico e sensual.

Motivos:

  • Os temas não lhes foram relevantes, pois consideravam que qualquer motivo servia.
  • As suas pinturas não têm outro objetivo Senão comunicar a estética
  • Queriam mostrar os efeitos plásticos das cores e das formas – conceito de arte pela arte.

Arte Nova

A Arte Nova implantou o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX:

  • Rompeu com as tradições historicistas e ecléticas da arquitetura académica;
  • Conjugou as inovações técnicas e construtivas da engenharia do seu tempo com as elevadas exigências formais e estéticas dos arquitetos;
  • Nível técnico: Adotou os sistemas, as técnicas e os materiais próprios da engenharia – como o ferro, o vidro, o aço, o betão e o betão armado – utilizando-os como materiais estruturais e de acabamento, e tirando partido deles pelas suas capacidades expressivas e maleabilidade.
  • Nível formal: partiu de plantas livres, distribuindo as dependências de uma forma funcional e favoreceu os volumes irregulares e assimétricos, as superfícies sinuosas e movimentadas, com fachadas onde o vidro ganhava maior superfície.
  • Nível estético:
  1. Preocupou-se excessivamente com a ornamentação, no exterior e no interior, não a conseguindo dissociar da arquitetura, sendo exagerado na quantidade;
  2. Volumétrico ou bidimensional, estilizado ou geometrizado no desenho;
  3. Sinuoso, movimentado e expressivo na linguagem plástica;
  4. Imaginativo, naturalista, orgânico, simbólico e poético nas temáticas, com a intenção de criar ambientes elegantes e refinados onde nenhum pormenor era descuidado.

Orientados pelo princípio da “unidade das artes”, os arquitetos da Arte Nova foram simultaneamente artesãos-designers que criaram, para além de edifícios, móveis, louças, papéis de parede e outros objetos de decoração. A importância e o peso da decoração não impediram que esta se aliasse à função do edifício e fizesse parte da sua estrutura. Estas características gerais foram utilizadas em várias tipologias urbanas – prédios, moradias, hotéis, bancos, lojas, edifícios públicos e administrativos, teatros, museus, igrejas, gares, etc., tendo várias particularidades dependendo do seu país de origem.

Duas tendências:

  1. A que aplica os novos materiais e os sistemas construtivos modernos, colocando uma maior preocupação na estética ornamental, floral, curvilínea e naturalista;
  2. A que seguiu a vertente mais racionalista, mais estrutural, geométrica e funcionalista, sem deixar o ornamento, mas tratando-o de uma forma mais contida

 

Abrangeu diferentes escolas regionais e diferentes designações:

  • Modern Style (Inglaterra)
  • Art Nouveau (França e Bélgica)
  • Jugendstile (Alemanha)
  • Sezession (Áustria)
  • Liberty e Floreale (Itália)
  • Modernismo (Espanha)

 

Artistas principais e países:

BÉLGICA • Victor Horta • Henry van de Velde

FRANÇA • Castel Béranger

ESPANHA • Luís Domenech i Montaner • Antoní Gaudí

ESCÓCIA • Charles Rennie Mackintosh

ÁUSTRIA • J. Maria Ölbrich • Joseph Hoffmann

EUA • William LeBaron • Frank Lloyd Wright

O Movimento Arts and Crafts

arts-craftsStrawberry Thief printed textile designed by William Morris.

O Movimento Arts and Crafts nasce em Inglaterra c. de 1860, como reação contra a influência da industrialização na arte, tentando que existisse uma separação total entre elas e que a criação artística e a execução técnica permanecessem ligadas.

Teve como mentores John Ruskin (1819-1900) e William Morris (1834-1896), que lutaram por uma arte pura, assente na criação e na conceção individual, na originalidade e no bom gosto, e cujos princípios gerais deveriam ser aplicados a todas as modalidades artísticas, ou seja, sem distinção entre artes maiores e artes menores, já que todas eram merecedoras de igual qualidade plástica.

Para que isto acontecesse os artistas deveriam:

  • Rejeitar os processos industriais e os seus materiais;
  • Regressar ao processo criativo da Idade Média,
  • Uso de materiais naturais
  • Fabrico de peças únicas e originais, pelo método artesanal, seguindo o exemplo do folclore e tradições populares de cada país.

Foi sob a influência destas ideias que se nortearam a Arte Nova e o Design.

Os Pós-impressionistas (Toulouse-Lautrec)

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

Toulouse-Lautrec, um artista que distribuiu a sua acção pela pintura, pelas artes gráficas (cartaz, publicidade) e pela cenografia. A sua arte caracteriza-se pelo desenho linear, delicadoe flexível, pela pincelada livre e pela temática da vida noturna e boémia de Paris no período da belle époque. A sua expressão formal, movimentada, sinuosa e rítmica aproxima-se da estética da Arte Nova de que é contemporâneo.

Os Pós-impressionistas (Paul Gauguin)

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

O Simbolista Paul Gauguin que trabalhou na Bretanha francesa e na Polinésia (Taiti e Ilhas Marquesas) praticando uma pintura que, usando temáticas do mundo visível, pretendia ser o veículo para atingir as realidades invisíveis (espirituais, metafísicas) da alma humana, daí ser chamado de simbolista. A sua execução ficou marcada por algumas inovações como: a sintetização da cor e da forma (sintetismo), esta rodeada pela linha de contorno a negro (cloisonismo); a acentuada bidimensionalidade; e o decorativismo das composições dado pela cor antinaturalista e enigmática, e pelas formas sinuosas. O simbolismo de Gauguin foi continuado por dois grupos de pintores: a “escola” de Pont-Aven (Bretanha) e os Nabis (Profetas) que trabalhavam em Paris. Contudo, o simbolismo do último quartel do século XIX foi também praticado por um grupo independente de autores como Puvis de Chavannes, Gustave Moreau e Odilon Redon;

 

Os Pós-impressionistas (Paul Cézanne )

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

Paul Cézanne que após uma incursão pelo Impressionismo enverdou por uma pintura mais objetiva e cerebral, com o motivo à vista, mas executada com uma pincelada curta e orientada que modelava a forma, aproximando-a da estrutura geométrica subjacente. Usou uma paleta “aberta”, onde predomina os tons azuis, verdes e ocres. Pintou retratos, paisagens e naturezas-mortas, onde por vezes praticou perspetivas múltiplas. Estas características fizeram dele um precursor do Cubismo.

Os Pós-impressionistas (Van Gogh)

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Após 1886, o impressionismo foi sendo substituído, na vanguarda das artes, pelos Pós-impressionismo. Este não foi uma corrente ou um estilo artístico, mas sim um período de tempo (entre 1886 e 1900, aproximadamente) que agrupa uma série de autores e tendências que têm em comum serem herdeiros do Impressionismo naquilo que foram as suas principais rupturas com o academismo, mas terem caminhado para alem dele, na procura da inovação.

Vicente Van Gogh praticou uma pintura de temática do mundo visível (paisagens, cenas sociais, retratos e autorretratos), executada em pinceladas fragmentadas, empastadas de tinta, num desenho infantil e com colorido arbitrário, vibrante e contrastante, carregado de expressão. Mais do que representar o motivo, as telas de Van Gogh expressam os sentimentos do autor no momento da captação do motivo/tema. Daí a sua arte ter sido considerada antecessora do movimento expressionista;

Neoimpressionismo

  • George Seurat perante as criticas e tenta corrigir o Impressionismo, criando o Neoimpressionismo
  • O Neoimpressionismo foi um movimento de curta duração e com poucos participantes
  • Baseava-se num novo método encontrado por Saurat para praticar os princípios do Impressionismo de forma cientifica e rigorosa (divisionismo e/ou pontilhismo);
  • Caracterizava-se pelo uso de pinceladas reduzidas e minúsculos pontos de cor pura, colocados na tela rigorosamente justapostos, sem nunca se misturarem, fazendo apelo à síntese ótica no olho do observador.
  • Este método matemático e rigoroso nunca sobrepunha tons (evitando a cor “suja” dos impressionistas).
  • Conseguiam trabalhar o claro-escuro, conferir nitidez às formas e dar mais brilho às cores.
  • Respeito pelas regras clássicas da composição e da perspetiva.
  • Pintura era mais lenta e racional, mas também mais rigorosa e cientifica.

800px-A_Sunday_on_La_Grande_Jatte,_Georges_Seurat,_1884A Sunday on La Grande Jatte (1884-6) de Georges Seurat

Impressionismo

  • O Impressionismo foi uma corrente pictórica que teve a sua génese na década de 1860-70, em paris.
  • 1874 na 1ª exposição do grupo.
  • Marcou uma rutura com o academismo vigente.
  • Surge da reflexão sobre a fotografia e o papel das artes plásticas (pintura) na sociedade.
  • Cenas sociais, paisagens, retratos individuais e de grupo.
  • Todos retirados do mundo visível e captados no momento.
  • Inventaram um método novo de pintura executaram a pintura apenas com a cor, usando só cores puras, tiradas diretamente dos tubos e aplicadas em pinceladas curtas, fragmentadas, colocadas justapostas na tela.
  • Tiveram em conta os mais recentes estudos sobre a Física Ótica (novas concepções sobre o comportamento da luz e sobre percepção humana) e sobre a Teoria da Cor
  • Os quadros comunicavam essencialmente pelas sensações e emoções plásticas que provocavam, pelo aspeto fluido e Dinâmico das suas formas e pelo colorido vibrante e aberto.
  • Artisttas Claude Monet, Auguste Renoir, Camille Pissarro, Edgar Degas, Alfred Sisley, Édouard Manet não alinhou nas exposições do grupo, mas foi um mentor importante, tendo sido ele a realizar a transição entre Realismo e Impressionismo.Claude_Monet,_Impression,_soleil_levant,_1872Claude Monet Pierre-Auguste_Renoir,_Le_Moulin_de_la_GaletteAuguste Renoir