A Land Art

  • É um tipo de arte efémera e não comerciável, de raiz conceptual.
  • Consiste numa intervenção estética e plástica na paisagem, isto e, em grandes espaços naturais.
  • Utiliza materiais naturais e biodegradáveis
  • Contém implícitas preocupações ecológicas ou elementos artificiais que se desmontam a posteriormente
  • Os artistas de Land Art mais conhecidos são Robert Smithson, Richard Long e Christo & Jeanne-Claude.
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Spiral Jetty de Robert Smithson

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A Instalação

  • É também um tipo de arte conceptual
  • Nascido na década de 70 do seculo XX.
  • Concretiza-se na realização de cenários e/ou ambientes de sentido plástico, construídos com objetos variados extraídos do quotidiano.
  • Nas ultimas duas décadas do século XX passou a incorporar fotografia, projeção áudio e vídeo, muitas vezes com recurso ao computador.
  • Possui um carácter não comercial.
  • Wolf Vostell, Peter Campus e Daniel Buren são os autores que melhor integraram esta expressão.
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Wolf Vostell

Minimal Art

  • É um tipo de arte conceptual e abstrata que se exprime numa linguagem plástica básica e essencial, de onde é excluído tudo o que possa ser considerado acessório.
  • Recorre muitas vezes a materiais produzidos industrialmente (chapas de aço ou de outros metais, acrílicos e plásticos).
  • Possui um carácter impessoal
  • Materializou-se sobretudo na escultura, com peças tridimensionais designadas por “estruturas primordiais”
  • Teve também concretização na pintura em obras monocromáticas, por vezes seriadas (dispostas em série ou em grupo).
  • A Minimal Art (ou arte minimal) nasceu em 1965 e o nome foi-lhe atribuído filosofo de britânico Richard Wolheim.
  • Teve representantes em Donald Judd e Richard Serra entre outros.
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Richard Serra

Arte Conceptual

  • É um movimento artístico contemporâneo que surgiu em 1965 e se popularizou até à década de 80 do século XX.
  • Parte de um novo conceito de arte em que a ideia criadora e o processo mental de conceção e reflexão sobre a obra de arte é mais importante do que o produto acabado – a obra de arte em si.
  • Assim, e uma forma de arte que valoriza o processo mental.
  • Encara a realização artística essencialmente como comunicação.
  • Este tipo de arte aparece por reação a uma época em que as novas tecnologias (informáticas e não só) invadiam cada vez mais a atividade artística, sendo parte do seu processo de trabalho. Este facto vem causar a discussão do papel da arte e do artista, a sua razão de existir a sua relação com a sociedade.
  • Este conceito de arte tem raízes remotas no Dadaísmo (nomeadamente no pensamento de Marcel Duchamp), no Construtivismo e no Abstracionismo e, de modo mais próximo, no Informalismo.
  • A Arte Conceptual manifestou-se sob diversas formas – recorrendo a fotografia, ao vídeo, a instalação e outras – usando sobretudo suportes não manipulados pelo artista.
  • Foram intérpretes da arte conceptual Bruce Nauman, Joseph Kosuth, Joseph Beuys, e Keith Arnatt entre outros.
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One and Three Chairs – Joseph Kosuth

Body Art

  • Através da Body Art.
  1. Esta consiste também em ações plásticas e estéticas, de curta duração, que utilizam o corpo humano (do próprio artista ou de outrem) como suporte e de meio expressão.
  2. Praticaram esta forma de arte os artistas Yves Klein, a dupla inglesa Guilbert & George e o americano Vito Acconci, entre outros.
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Gilbert and George https://youtu.be/Wxq4pmHysT0

Performance

  • Através da Performance.
  1. Esta é também uma ação de carácter único e irrepetível, pois esgota-se no próprio ato da sua execução.
  2. Reside exclusivamente na expressão corporal do autor ou autores que a concretizam, mas não é nem teatro nem dança.
  3. São representantes da Performance, artistas como Allan Kaprow, Joseph Beüys, Hermann Nitsh e Günther Brus.
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like america and america likes me by Joseph Beüys https://youtu.be/OvGuZDcRvRM

Happening

A arte-acontecimento: Happening, Performance e Body art  

Resultante diretamente do informalismo, nomeadamente da Action Painting, mas refletindo também influências de algumas práticas futuristas, dadaístas e surrealistas (pelo desenraizamento imagens dos objetos em relação ao seu ambiente habitual), surgiu, por meados da década de 50, um novo conceito de arte enquanto acontecimento, isto é, enquanto ação e atitude. É um tipo de arte efémera pois dura apenas enquanto “acontece”, não ficando dela nada mais do que eventuais registos fotográficos ou vídeo. Neste sentido é também uma arte de contestação as sociedades capitalistas da época, pois não se materializa num objeto que possa ser guardado ou comercializado. O conceito de arte-acontecimento foi materializado das formas seguintes:

  • Através do Happening.
  1. Como o nome indica, o happening é um acontecimento o vivência, de caracter efémero, que ocorre descontextualizado do seu ambiente habitual (a semelhança do que acontece com os objetos ready-mades).
  2. Esta ação pode ser protagonizada unicamente artista ou artistas-criadores, ou exigir, também a participação/intervenção do público.
  3. Pode ser corporizada, ou corporizada e falada, ou apenas ainda incluir objetos do meio envolvente ou sons e imagens produzidas pelo artista.
  4. Embora se apresente como ação, o happpening não deve ser equiparado ao teatro pois não possui uma estrutura narrativa, com meio e fim.
  5. Os primeiros happenings resultaram do trabalho conjunto dos americanos John Cage (musico) e Merce Cunningham (bailarino e coreografo), em 1942;
  6. Mas é ao pintor americano Allan Kaprow que é atribuída a “invenção” do happening, sendo autor de mais de 200 ações assim apelidadas.
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Fluids. A Happening by Allan Kaprow https://youtu.be/RZ_FAgfJsss

Op Art e Arte Cinética

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Vega-Nor de Victor Vasarely

Esta forma de arte:

  • visa a exploração plástica do conceito de cinetismo (= movimento).
  • Nasceu em 1955, com a publicação do “Manifesto Amarelo” assinado por pintores e escultores como Tinguely, Calder, Duchamp, Soto, Vaserely e Jacobsen.
  • Recebeu influências dos construtivistas, das experiencias do Orfismo e do Futurismo em torno do mesmo tema, e de estudos de alguns professores da Bauhaus como Joseph Albers e Laszlo Moholy-Nagy.

 

Interessados no movimento (real ou aparente), os artistas deste movimento concretizaram-no das seguintes formas:

  • pelo movimento real, autónomo ou induzido, o que foi conseguido através de motores apelando à manipulação por parte do espectador (exemplo: os mobiles de Alexander Calder);
  • pelo efeito de movimento criado por jogos de luzes e de reflexos luminosos (exemplo: Julio Le Parc);
  • e pelo efeito aparente de movimento criado pela exploração das reações fisiológicas da perceção visual. Isso consegue-se através de jogos de figura-fundo ou de perspetivas opostas (exemplo: Victor Vasarely), ou com efeitos de ondulados ou de moire, ou de tramas sobrepostas (exemplo: Rafael Soto).

Pop Art

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Campbell’s Soup de Andy Warhol

A década de 60 do século XX marcou uma viragem na arte ocidental. Numa sociedade caracterizada essencialmente pelo consumo, a arte surgiu como reflexo das novas formas de relacionamento social, onde determinados objetos e imagens se impunham como ícones, através da publicidade e dos media Foi desses objetos imagens que se serviu Andy Warhol para formular a essência da Pop.

Como movimento, a Pop Art:

  • Surgiu nos finais da década de 50, em cidades como Nova lorque (EUA) e Londres (lnglaterra), mas teve o seu apogeu nos anos 60.
  • Continuando sempre ligada ao mundo urbano, industrial e capitalista da cultura ocidental.
  • Apresentou-se, desde o inicio, como uma reação contra a subjetividade e a demasiada intelectualização dos movimentos anteriores, isto é, do lnformalismo e do Expressionismo Abstrato.
  • A Pop Art propunha-se religar a arte a vida, ao quotidiano da época, exaltando a modernidade do seu tempo a sociedade de consumo e de massas com seus hábitos e valores
  • Ela faz o retrato do seu tempo, confrontando a sociedade com a sua própria imagem. Contudo, ao faze-lo, tornou-se proclamador dos novos valores: a recusa dos preconceitos e tabus da mentalidade tradicional, o desrespeito pelas antigas hierarquias e o desejo de liberdade individual.
  • Pode-se dizer que a Pop Art foi também provocatória ao mostrar a sociedade de consumo, materialista e capitalista, ao mesmo tempo que a exalta e aceita (a Pop Art nao rejeitou o mercado, antes o procura), também a critica.

 

A Temática

  • A temática pop recaiu maioritariamente sobre figuras/personalidades, ou objetos e atos do quotidiano urbano das sociedades industrializadas que usa como símbolos ou signos dessa mesma sociedade. Vai busca-los aos jornais, às revistas, à publicidade, à banda desenhada e até ao cinema, e utiliza principalmente os mais populares, isto é, os mais frequentes e vulgarizados e, consequentemente, aqueles cuja imagem já se tornou banal e comum.
  • Opondo-se ao Abstraccionismo, a PopArt usou estes temas numa linguagem figurativa de concretização realista facilmente entendida por todos.

 

 

Em termos formais

  • Recorreu a processos mecânicos e/ou semi-mecânicos como a serigrafia ou a fotografia, voltou a usar as colagens e as fotomontagens e revalorizou os ready-mades (influencias cubistas,                                                                                                       dadaistas e surrealistas).
  • Valorizou também o colorido e a policromia que usou de modo quase kitsch (= banal, de mau gosto, etc.) e usou, sobretudo no design, materiais modernos e industriais como plásticos e acrílicos.
  • Pela sua linguagem plástica, as obras pop passam, em geral, sensações de impessoalidade (já que, na maioria dos casos, o artista não realizou pela sua mão o motivo), trivialidade/banalidade, frieza, objetividade, alienação ironia e farsa.
  • A intencionalidade reside na criação de uma linguagem impessoal e “universal” como as da                                                                                                             fotografia e da publicidade

 

Foram expoentes da Pop Art: em lnglaterra, Peter Blake, Richard Hamilton, David Hockney e Allen Jones; nos EUA, Robert Rauschenberg, Jasper Jones, Jim Dine, Roy Lichenstein, James Rosenquist e Andy Warhol, este ultimo a figura mais conhecida e controversa da Pop Art.

O Estilo Internacional

Chamou-se “Estilo Internacional” ao estilo arquitetónico saído das diretrizes dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna realizados a partir de 1928 em várias cidades europeias. Estes congressos foram promovidos pelo Movimento Moderno de Arquitetura e foram participados por arquitetos de todo o mundo. O de 1933, realizado por em Antenas, foi particularmente importante por dele ter resultado um documento que definia as diretrizes deste estilo – A Carta de Atenas.

O Estilo Internacional carateriza-se por:

  • Rejeitar o historicismo e o ecletismo da arquitetura académica;
  • Usar a estética da máquina e os materiais modernos (aço, betão, vidro), ao natural;
  • Valorizar o esqueleto estrutural interno que libertava a fachada e permitia plantas flexíveis, possibilitando um planeamento racional e funcional dos interiores;
  • Desenvolver a construção habitacional em torre;
  • Projetar fachadas em consola e paredes panorâmicas em vidro;
  • Dar ênfase às janelas colocadas à face das fachadas;
  • Preferir coberturas planas em terraço;
  • Excluir toda a ornamentação aplicada.

 

Após 1930, o estilo estendeu-se também à América, ao integrar o Organicismo de Frank Lloyd Wright, uma tendência arquitetónica mais humanista e sensitiva, que respeitava o contexto regional e as preocupações ambientais.

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Casa sobre a cascata de Frank Lloyd Wright

Funcionalismo

Em França, nascia uma outra corrente de arquitetura que ficou conhecida por funcionalismo. O seu criador foi o suíço Le Corbusier. O Propósito de Corbusier era encontrar soluções racionais, tecnicamente avançadas e funcionalmente modernas, para resolver o problema habitacional nas grandes cidades, em crescimento acelerado no pós-guerra. Para isso, analisou os comportamentos e as necessidades coletivas e realizou estudos de ergonomia e proporcionalidade para calcular matematicamente espaços e bens de equipamento. Com esses dados, conseguiu determinar aquilo que chamou “o mínimo vital”, conjunto de requisitos com base nos quais estabeleceu as suas regras arquitetónicas que se baseiam em cinco pontos essenciais:

  • Construção apoiada em pilares, colocados livremente em relação à planta e servindo para sustentar e isolar o edifício do solo;
  • Tetos planos, aproveitados para terraços e jardins de cobertura;
  • Plantas de andares livres;
  • Fachadas livres;
  • Janelas em bandas horizontais.

Le Corbusier traduziu o seu conceito de arquitetura na máxima “a casa é uma máquina para habitar”

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Unidade de Habitação Marselha – Le Corbusier

Bauhaus

A Bauhaus (à letra Casa para Construção) foi uma escola de artes alemã criada em 1919 em Weimar por Walter Gropius. Possuía um programa e um currículo e programa inovador que associava as artes aplicadas às belas-artes e á industria, ligavam a teoria à prática e concediam grande liberdade de criação, promovendo a inovação. Este carácter inovador e radical levou em 1933 a perseguição dos Nazis e fecho da escola.

O departamento de maior sucesso na Bauhaus foi o de arquitetura, orientado primeiro por Groupius e depois por Hannes Meyer e Mies van der Rohe. A arquitetura da Bauhaus foi uma arquitetura racionalista e funcional, caraterizada por:

  • Construção em esqueleto interno em aço e paredes em betão, rebocadas a branco;
  • Volumes de formas geométricas básicas, como cubos e paralelepípedos;
  • Tetos planos em terraços;
  • Fachada e plantas livres;
  • Interiores estandardizados, organizados com grande funcionalidade;
  • Interligação interior-exterior através das grandes janelas.
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Walter Gropius edifício da Bauhaus

A arquitetura neoplasticista

  • A arquitetura neoplasticista defendeu um desenho formal de grande rigor matemático e geométrico, com paredes retilíneas organizadas ortogonalmente, grandes vidraças a cortar a noção de “caixa fechada”, espaço interior livre e polifuncional, e a exclusão de qualquer ornamento com a exceção de pequenos apontamentos de cores primárias.
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J. J. P. Oud Café De Unie